'Espetacularização levou à ruína da economia', diz indicado de Bolsonaro à PGR

"No Brasil, [houve] uma relação corporativismo institucional em que a personalização, proibida expressamente na Constituição federal, a pessoalização desses membros [do Ministério Público] sem controle efetivo das corregedorias gerou inclusive a deblacle [ruína] da economia do país. Temos hoje 14 milhões de desempregados", disse Augusto Aras

Augusto Aras
Augusto Aras (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)
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247 - O sub-procurador geral Augusto Aras, indicado por Jair Bolsonaro para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR) fez duras críticas ao "corporativismo institucional" Ministério Público Federal (MPF), que gerou uma "personalização" de membros do órgão que levou à "debacle [ruína] da economia do país". 

"Suspeitos investigados não tiveram suas honras preservadas", afirma Aras em matéria da Folha de s. Paulo. "Vimos atentados à honra de centenas de pessoas que vieram a ter seus processos arquivados, seja na atual gestão da procuradora-geral da Republica [Raquel Dodge], seja na gestão anterior [de Rodrigo Janot]", disse. Aras citou ainda os EUA como exemplo.  

Seguiu ele: "No Brasil, [houve] uma relação corporativismo institucional em que a personalização, proibida expressamente na Constituição federal, a pessoalização desses membros [do Ministério Público] sem controle efetivo das corregedorias gerou inclusive a deblacle [ruína] da economia do país. Temos hoje 14 milhões de desempregados".  

Para ele, instituições do sistema judicial como o MPF "não se submetem à opinião publica, não se submetem ao clamor popular". Jesus Cristo, diz, foi vitima de um julgamento popular "pelo princípio da maioria e não pelas leis porventura vigentes [na época] que pudessem proporcionar-lhe ampla defesa em um devido processo legal". O subprocurador evita, no entanto, críticas diretas à Operação Lava Jato, que diz ter sido um "ponto de inflexão no sistema de Justiça do país".

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