Estrangeiros visitam área rural de Brazlândia

Delegao composta por representantes dos governos de Guin, Indonsia, Nger, Nigria e Peru; juntos conheceram as experincias bem sucedidas da Emater-DF com agricultores familiares de Brazlndia

Agência Brasília - A quarta-feira começou cedo para uma comitiva de representantes dos governos de Guiné, Indonésia, Níger, Nigéria e Peru. Às 7h, o grupo de técnicos das áreas de desenvolvimento social e redução de pobreza desses países deixou o hotel no Plano Piloto rumo a Brazlândia. Lá, tiveram a oportunidade de conhecer a atuação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), parceira de uma experiência de sucesso na erradicação da fome e da pobreza, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O grupo foi ao assentamento Betinho, na área rural de Brazlândia, para conhecer uma propriedade de agricultura familiar que fornece produtos para o PAA. Depois, seguiu para a Unidade de Recebimento e Distribuição de Alimentos (Urda), onde fica a associação de produtores rurais que reúne e distribui produtos agrícolas para entidades cadastradas. A visita terminou em Ceilândia, no Centro Comunitário São Lucas, entidade assistida pelo programa.

“Este programa é um dos exemplos do nível de excelência de muitas iniciativas e autarquias do GDF”, destacou a chefe da Assessoria Internacional do GDF, Flávia Malkine. “Essa delegação veio a Brasília por duas questões fundamentais: somos a capital do país que, além de centro geográfico, é o coração de todas as decisões políticas, e temos este programa que é uma referência”.

A delegação participa do III Seminário Internacional de Políticas Sociais para o Desenvolvimento, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que começou na segunda-feira (7) e vai até esta quinta (10).

“O importante dessa visita é mostrar a experiência in loco, porque no Ministério do Desenvolvimento Social a gente apresenta as políticas desenvolvidas pelos estados”, explicou o representante da Assessoria Internacional do MDS, Luis Gabriel Cavalhal. “A Emater é um centro de excelência em extensão rural. O papel dela é determinante para o sucesso do PAA”, reforçou.

Programa

O PAA é federal, mas é o GDF que executa o programa, por meio da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e da Emater. O objetivo da iniciativa é distribuir produtos da agricultura familiar para pessoas em situação de risco alimentar. Os ganhos são múltiplos: o produtor rural tem garantia de escoamento de parte da produção e entidades sócio-assistenciais – creches, asilos, abrigos – garantem alimento fresco e de qualidade para seus beneficiários.

No DF, o programa chega a 29 mil pessoas e 200 entidades sócio-assistenciais cadastradas no banco de alimentos das Centrais de Abastecimento (Ceasa) e da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest). Aproximadamente 50 toneladas de alimentos são distribuídas por semana.

Destinação

Durante a visita, a delegação teve a oportunidade de acompanhar o ciclo de produção e distribuição dos alimentos no Centro Comunitário São Lucas (Cecosal) . A secretária-geral do Ministério de Desenvolvimento e Inclusão Social do Peru, Silvia Zárate, considerou a articulação entre o governo federal e o GDF muito importante para o desenvolvimento social. “Esse modelo de promoção social e compra mínima dos produtos é muito interessante. Não temos nada parecido no Peru ainda. Para nós é importante conhecer essa articulação”, disse. “A experiência na escola foi muito emocionante. Apesar de haver muitas crianças, a gente vê que tem um cuidado. As crianças são felizes, carinhosas, se alimentam bem e têm o acompanhamento adequado."

O Centro Comunitário São Lucas (Cecosal) tem três convênios com o GDF: dois com a Secretaria de Educação e um com a Sedest. A entidade atende 757 crianças entre alunos da escola, das atividades complementares e hóspedes do abrigo, que são pacientes da rede Sarah Kubitschek em tratamento e faz o transporte deles para as consultas. “São crianças bem assistidas na classe e na parte alimentar”, enfatizou o diretor-presidente do Cecosal, Fábio Alves. “Antes do projeto, a alimentação escolar era muito difícil, dependíamos da doação de amigos. Hoje está mais fácil, com a ajuda do governo. Temos alimentos sadios, puros, frescos."

 

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