Ex-executivo da Odebrecht nega pagamento de propinas

O executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar voltou a negar à Polícia Federal que tenha participado de negociações envolvendo o pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e a operadores do mundo político; ele foi preso na última sexta (19); o novo depoimento foi dado na segunda (22) e Alexandrino voltou a confirmar que recebia Rafael Ângulo López em seu escritório na sede da Odebrecht, mas negou que tenha informado números de contas secretas no exterior ao emissário do doleiro Alberto Youssef

O executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar voltou a negar à Polícia Federal que tenha participado de negociações envolvendo o pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e a operadores do mundo político; ele foi preso na última sexta (19); o novo depoimento foi dado na segunda (22) e Alexandrino voltou a confirmar que recebia Rafael Ângulo López em seu escritório na sede da Odebrecht, mas negou que tenha informado números de contas secretas no exterior ao emissário do doleiro Alberto Youssef
O executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar voltou a negar à Polícia Federal que tenha participado de negociações envolvendo o pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e a operadores do mundo político; ele foi preso na última sexta (19); o novo depoimento foi dado na segunda (22) e Alexandrino voltou a confirmar que recebia Rafael Ângulo López em seu escritório na sede da Odebrecht, mas negou que tenha informado números de contas secretas no exterior ao emissário do doleiro Alberto Youssef (Foto: Valter Lima)

247 - O executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar voltou a negar à Polícia Federal que tenha participado de negociações envolvendo o pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e a operadores do mundo político. Ele foi preso na última sexta (19), quando foi deflagrada a fase Erga Omnes da Operação Lava Jato. Nesta terça (23), o juiz Sergio Moro prorrogou por 24 horas a prisão temporária dele.

O novo depoimento foi dado na segunda-feira (22) e Alexandrino voltou a confirmar que recebia Rafael Ângulo López em seu escritório na sede da Odebrecht, mas negou que tenha informado números de contas secretas no exterior ao emissário do doleiro Alberto Youssef.

Uma das principais alegações da Polícia Federal contra os executivos da Odebrecht é que a empreiteira operou um sofisticado esquema de distribuição de subornos em contas na Europa e na Ásia. Alexandrino alegou desconhecer empresas offshore que a PF diz serem controladas pela Odebrecht que realizaram pagamentos nas contas dos ex-diretores da Paulo Roberto Costa e Renato Duque na Suíça e em Mônaco.

A versão de Alexandrino é que os encontros com Ângulo López foram para entregar documentos relativos a doações de campanha ou para receber informações do ex-deputado José Janene (PP-PR) sobre políticos que deveriam receber doações.

Logo depois do depoimento à PF, Alexandrino pediu demissão do cargo de diretor de desenvolvimento da Odebrecht Infraestrutura para "se dedicar integralmente" à sua defesa. A Polícia Federal queria a conversão da prisão de Alexandrino de temporária (cujo prazo expirou na terça) em preventiva, mas o juiz Sergio Moro não acatou o requerimento.

 

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