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Ex-vice da Camargo confirma propina a Costa e Duque

O ex-vice-presidente da Camargo Côrrea Eduardo Hermelino Leite confirmou nesta manhã à CPI da Petrobras que a empreiteira pagou propinas aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (de Abastecimento) e Renato Duque (de Serviços); segundo Leite, o pagamento era intermediado pelo doleiro Alberto Youssef e Júlio Camargo; a propina de 2% do valor dos contratos que tinha com a estatal era contabilizada como custos pela empreiteira; “Isso entrava na contabilidade como custo, já que era pago a uma consultoria. Não era caixa dois”, disse

O ex-vice-presidente da Camargo Côrrea Eduardo Hermelino Leite confirmou nesta manhã à CPI da Petrobras que a empreiteira pagou propinas aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (de Abastecimento) e Renato Duque (de Serviços); segundo Leite, o pagamento era intermediado pelo doleiro Alberto Youssef e Júlio Camargo; a propina de 2% do valor dos contratos que tinha com a estatal era contabilizada como custos pela empreiteira; “Isso entrava na contabilidade como custo, já que era pago a uma consultoria. Não era caixa dois”, disse (Foto: Aquiles Lins)

Da Agência Câmara - O executivo Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da construtora Camargo Côrrea, disse à CPI da Petrobras ter efetuado pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (de Abastecimento) e Renato Duque (de Serviços).

Ele explicou que o pagamento de propina era intermediado por dois operadores: o doleiro Alberto Youssef (para Paulo Roberto Costa) e Júlio Camargo (para Duque). "O pagamento de propina se dava através de operadores, que eram cobradores contumazes."

Leite disse ainda que o valor correspondente à propina (1% para cada uma das diretorias) era acrescido pela Camargo Correa no custo da proposta que era enviada à Petrobras. "Era um custo que era alocado na gestão do empreendimento. Era acrescido na proposta: 1% para cada diretoria [de Abastecimento e de Serviços]. Esse custo era cobrado da Petrobras", disse.

Propina era contabilizada como "custo"

Eduardo Hermelino Leite disse também aos membros da CPI que a propina de 2% do valor dos contratos que tinha com a estatal era contabilizada como custos pela empreiteira. Segundo ele, os pagamentos eram feitos por intermédio de dois operadores, o doleiro Alberto Youssef e o executivo Júlio Camargo, por meio de contratos de fachada com empresas de consultoria. “Isso entrava na contabilidade como custo, já que era pago a uma consultoria. Não era caixa dois”, disse.