Falta de limpeza fecha biblioteca da UnB no fim de semana

Problema no pagamento de salrios diminuiu nmero de trabalhadores que recolhem lixo e lavam banheiros; novo contrato de limpeza comea a vigorar na segunda-feira (13)

UnB Agência – Com movimento diário de 2,5 mil usuários no mês de janeiro, a Biblioteca Central (BCE) da UnB sofre há pelo menos cinco semanas com o acúmulo de lixo e a falta de limpeza em suas instalações. A situação chegou a tal ponto que a direção do órgão decidiu suspender as atividades neste fim de semana.

"Apesar do fechamento ir contra a nossa política, adotamos essa medida restritiva para preservar o conforto dos usuários, que estão reclamando das condições higiênicas do prédio, especialmente os banheiros", justificou Neide Aparecida Gomes, diretora em exercício da BCE. Os problemas começaram no início do mês, quando o número de funcionários foi drasticamente reduzido em decorrência dos problemas trabalhistas envolvendo a empresa AST, que presta o serviço em toda a universidade.

Rotina

A limpeza da Biblioteca é tocada, diariamente, por duas equipes - com 11 pessoas cada - que se alternam em turnos que vão das 7h às 16h e das 18h às 6h. É durante a madrugada que os banheiros e todas as dependências do prédio são lavados, aproveitando a ausência de pessoas. No horário de funcionamento, o espaço é varrido e o lixo, recolhido.

"Acontece que, por causa do não-pagamento de salário e vale-transporte, as equipes da limpeza na madrugada pararam de vir e o número de funcionários do dia caiu de 11 para menos de quatro, prejudicando a manutenção", explicou Neide. "Desde então, a manutenção tem sido superficial", acrescentou.

A maior reclamação é do banheiro: "o cheiro está incomodando e é possível senti-lo de longe enquanto estudo. Só percebi que não era um problema localizado porque até o chão está imundo", diz Davi Matos, ex-estudante da UnB. Mas ele não troca a Biblioteca Central por nenhuma outra. Gosta do espaço e do ambiente nostálgico do período em que estudou na universidade.

Solução

A situação da BCE foi agravada em janeiro pelo aumento do número de usuários, fato incomum para época, que é de recesso acadêmico. Como o movimento era imprevisto, a direção autorizou o início das obras nos banheiros. Atualmente, apenas os sanitários do subsolo estão abertos. Os demais, que ficam nos pavimentos térreo e superior, permanecem fechados. "As obras estão bastante adiantadas e a construtora começa a liberar novos banheiros em 15 dias", antecipa Neide Aparecida.

Na parte de manutenção, o Decanato de Gestão de Pessoas (DGP) informou que a limpeza na BCE e em todo o campus voltará ao normal na próxima segunda-feira, dia 13 de fevereiro. "O contrato com a AST foi encerrado hoje e na semana que vem começa a vigorar o contrato emergencial, conforme anunciamos", garantiu Gilca Starling, titular do DGP.

 

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