Fernando Brito aposta que morte de Temer não virá do TSE

"O Ministério Público quer ganhar apenas no discurso da “moralidade”e sabe que a sua bala de prata não vem deste julgamento, mas da delação da JBS. Quatro dos sete juízes, por política, querem absolver. Três, talvez só dois, por imagem, querem condenar. Palpite? Não é aí a morte de Temer, se ela houver", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e Michel Temer
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e Michel Temer (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Assisti, com muita atenção, a fase inicial – leitura do resumo do relatório e intervenções das defesas de Dilma e de Temer além da fala do procurador eleitoral Nicolao Dino – julgamento do TSE.

Todo o fundamento da condenação são as declarações dos delatores – Marcelo Odebrecht e do casal Santana.

Não vou discutir se mentem ou dizem a verdade, mas é fato que fizeram declarações, mas não trouxeram provas.

Houve um quê de derrota no discurso do relator.

Obvio que o julgamento é político, mas não prescinde do lado técnico.

Há uma estranha situação nesta ação.

O autor, o PSDB, parece não quer ganhar.

A ré, Dilma Rousseff, por honra, não quer perder.

O réu, Temer, por sobrevivência, quer escapar.

O Ministério Público quer ganhar apenas no discurso da “moralidade”e sabe que a sua bala de prata não vem deste julgamento, mas da delação da JBS.

Quatro dos sete juízes, por política, querem absolver.

Três, talvez só dois, por imagem, querem condenar.

Palpite? Não é aí a morte de Temer, se ela houver.

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