GDF reestrutura segurança para baixar criminalidade

Apesar da nomeao ainda no ter sado no Dirio Oficial, os quatro delegados das regionais do Distrito Federal j esto trabalhando h cerca de quinze dias; na quinta-feira 3, Polcia Militar anunciou mais 400 policiais nas ruas diariamente at o final de 2012; nesta sexta-feira 4, foi publicada a lei que cria um banco de DNA de criminosos sexuais no DF

Andressa Anholete _Brasília 247 – Os altos índices de criminalidade do primeiro semestre no Distrito Federal (DF) levaram a queda no comando-geral da Polícia Militar e a mudanças nas estratégias de segurança do governo do Distrito Federal (GDF). Há cerca de 15 dias foi lançado o novo plano de segurança Ação pela Vida, na última quinta-feira 3, a PM anunciou seis mil novos homens nas ruas, e nesta sexta-feira 4, foi publicada a lei que cria um banco de DNA de criminosos sexuais. A previsão é de que até o final de 2012 o DF viva uma fase diferente na segurança pública.

No Ação pela Vida, o DF vai ser dividido em quatro regionais, cada uma com um delegado da Polícia Civil e um comandante regional da PM. A ideia é uma verdadeira ação integrada entre PM e PC para mapear os principais crimes de cada área e definir estratégias para reduzir os índices.

Os nomes dos delegados já foram divulgados, sendo todos de extensa carreira em Brasília. Adval Matos será o chefe da área Oeste, Anderson Espíndola da Metropolitana, Flamarion Vidal vai ser o responsável pela Sul e Márcio Salgado pela Leste. Apesar de todos já terem assumido as responsabilidades e estar trabalhando nas regionais desde o lançamento do plano, a nomeação ainda não saiu no Diário Oficial do Distrito Federal.

“Eles estão trabalhando, fazendo as reuniões necessárias. Não vai faz diferença se a nomeação vai sair na semana que vem ou não. Isso é um ato burocrático, o importante é que eles estão respondendo pelas regionais” argumenta o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Avelar explica que estão sendo criados cargos na Polícia Civil semelhantes aos existentes na Militar, que já possuía um comandante regional para cada uma das quatro áreas do DF.

Adval Matos, que atua na Corregedoria da Polícia Civil, afirma que no momento é possível estar nas duas funções, mas que futuramente será complicado. “Ainda não fomos nomeados e temos o compromisso de honrar nossas funções. Estou respondendo pela Corregedoria e espero que na semana que vem possa sair a nomeação. A regional é um trabalho que vai exigir muita dedicação”, afirma Matos. O delegado já se encontrou com a PM da sua regional e teve reuniões com os delegados. “É preciso ter cautela para saber as realidades atuais de cada área específica. Com o tempo, o crime vai se modificando em cada área”, conta o delegado.

Situação semelhante é a do delegado Anderson Espíndola, da área Metropolitana. “Continuo na 1ª Delegacia de Polícia, sempre passo por lá e oriento o delegado adjunto. Pela Regional, já tivemos reuniões com todos os delegados vinculados e os órgãos de segurança”, conta Espíndola que deve se reunir em breve com o comandante da PM para definir as estratégicas e ver as particularidades de cada área.

O prazo para a implementação completa do novo plano permanente de segurança é de 90 dias. Este período é destinado a mapear, analisar os crimes e definir estratégias e metas de redução para cada tipo delito em cada área. “Temos que fazer uma ação inteligente. É preciso colocar policiais nos locais e horários necessários, e não distribuir aleatoriamente”, define o delegado Adval Matos.

Os delegados regionais estão trabalhando no complexo que abriga a 5ª Delegacia de Polícia, cada um com dois agentes técnicos auxiliando o serviço.

Trabalho nas regionais

Com o novo plano permanente de segurança o DF foi dividido em quatro regionais. Os crimes serão distribuídos em oito eixos: crimes violentos letais intencionais, crimes violentos contra patrimônio, tráfico de drogas, armas de fogo, violência no trânsito, pacificação social e crimes que refletem no Entorno.

Veja abaixo cada uma das regionais:

- Metropolitana:delegado Anderson Espíndola. São as áreas da Asa Norte, Asa Sul, Lago Sul, Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro, SIA, Estrutural e Park Way quadras 4 e 5.

Nesta área, Espíndola já identificou que os crimes são muito diferentes em cada região. Na Estrutural, o principal problema é o homicídio e tráfico de drogas. Tentativa de homicídio estão presentes ali e no Guará. Já no Plano Piloto, os principais crimes é o uso de entorpecentes e o roubo de veículo com restrição de liberdade da vítima. Cruzeiro, Octogonal, Sudoeste e Lago Sul são áreas mais tranquilas, mas que apresentam furtos no interior de veículos e residência.

“O tráfico de drogas vai ser combatido em todos os locais. Ele está muito ligado a quase todos os outros crimes, muitos furtos e roubos são para conseguir a droga, por exemplo”, explica Espídola.

- Leste: delegado Márcio Salgado. Estão inclusas as áreas de Fercal, Sobradinho, Sobradinho II, Planaltina, Itapuã, Paranoá, Varjão, Lago Norte, São Sebastião e Jardim Botânico.

- Sul: delegado Flamarion Vidal. Corresponde as áreas de Santa Maria, Gama, Park Way quadras 1, 3 e de 6 a 29, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirantes, e Candangolândia.

- Oeste: delegado Adval Matos. Compreende as regiões de Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Águas Claras e Vicente Pires.

O delegado Adval Matos afirma estar otimista com a nova maneira de trabalho. “Já detectei que os principais crimes são tráfico de entorpecentes, homicídio, roubo e o furto nas regiões de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Brazlândia”, explica Matos. Ele considera o homicídio o mais preocupante, mas alerta que se não combater o tráfico de drogas é impossível reduzir os outros índices.

Policiamento ostensivo

Na última quinta-feira, o comando-geral da Polícia Militar afirmou que vai colocar seis mil homens nas ruas para aumentar o patrulhamento. "Nosso objetivo principal é a melhora na qualidade do serviço da polícia e o aumento da sensação de segurança da população de Brasília", disse comandante-geral da PM, Suamy Santana, que assumiu o cargo no último dia 13 de abril. As mudanças serão implementadas até o final de 2012.

Por dia, serão 400 policiais a mais na ronda. Atualmente, dois mil PM estão pelas ruas do DF. Para o aumento, 3,8 mil policiais do trabalho administrativos passarão a trabalhar nas ruas. Também será pedido o retorno dos 108 policias que estão na Força Nacional de Segurança.

Os 840 PM que fazem a segurança nos quartéis e os 1,5 mil que estão nos 127 Postos Comunitários de Segurança (PSC) também irão para as ruas. Eles serão substituídos por empresas de segurança. A troca só deve acontecer no segundo semestre, quando o processo de terceirização será finalizado.

O número de policiais por viatura pode mudar. Segundo a assessoria da PMDF, dependendo da área, serão apenas dois policiais por veículo, mas este número pode chegar a quatro. Outra alteração nos carros será a retirada do nome “militar”. "Temos que ter uma identidade visual mais global. Vai melhorar a visão que as pessoas têm da polícia na rua, o que permitirá um contato maior delas com a polícia”, declarou Santana.

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