Grampo de Dilma não tinha mais autorização quando foi feito

Ao contrário do que disse o ministro Sérgio Moro no Senado, a interceptação da conversa entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula foi feita após o próprio Moro pedir a interrupção dos grampos, ou seja, fora do período permitido

Ex-presidente Dilma Rousseff e ministro Sérgio Moro
Ex-presidente Dilma Rousseff e ministro Sérgio Moro

247 - Em depoimento no Senado nesta quarta-feira, 19, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou que interceptação telefênica de uma conversa entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido feito com autorização. 

"Ali havia uma interceptação, autorizada legalmente. Pode-se até discutir a decisão. Mas havia uma decisão legal, publicizada, que depois foi objeto de questionamento, e existe a prova decorrente nos autos", disse Moro. 

Os fatos, no entanto, contradizem o ex-juiz da Lava Jato. O grampo nos diálogos telefônicos entre Dilma Rousseff e Lula, em 2016, não tinham autorização legal. As gravações foram feitas após o próprio Moro pedir a interrupção dos grampos, ou seja, fora do período permitido.  

A suspensão da captação do áudio do telefone de Lula, em que ele conversou com Dilma, foi determinada às 11h12 do 16 de março de 2016. O diálogo foi gravado às 13h32. Um delegado comunicou o conteúdo a Moro às 15h34, mas mesmo assim Moro levantou o sigilo às 16h21 do mesmo dia.

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