Grupos de extermínio e Lava Jato: a ficha de Ramagem, novo chefe da Polícia Federal

Alexandre Ramagem coordenou a segurança da campanha de Jair Bolsonaro antes de chegar à Abin e, agora, deve assumir a Polícia Federal

Alexandre Ramagem
Alexandre Ramagem (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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Cintia Alves, Jornal GGN Antes de comandar a Abin, a agência que produz informações de inteligência para o presidente Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem atuou em operações contra o crime organizado, no braço fluminense da Lava Jato e na repressão a grupos de extermínio – como o Escritório do Crime, cujo líder Adriano Nóbrega, morto em operação policial, era suspeito de ter relação com o esquema de rachadinha de Flávio Bolsonaro e na execução da vereadora Marielle Franco.

Amigo pessoal de Carlos Bolsonaro, Ramagem foi escolhido a dedo pelo presidente da República para assumir a diretoria-geral da Polícia Federal após a exoneração de Maurício Valeixo, homem de confiança de Sergio Moro.

Em meio às notícias de que a PF estaria cada vez mais perto de pegar Carlos pelos crimes do “gabinete do ódio”, Moro saiu do governo na sexta (24) alegando que há interferência política na direção-geral e nas superintendências da corporação, com o objetivo de dar a Bolsonaro acesso a informações privilegiadas de inquéritos em andamento.

A relação aparentemente íntima entre Ramagem e os Bolsonaro provocou reações na oposição. O deputado federal Marcelo Freixo afirmou no sábado (25) que aguarda apenas a publicação no Diário Oficial da União para ingressar com ação na Justiça contestando a nomeação do delegado.

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