Guedes condiciona rediscutir o teto de gastos à desvinculação do Orçamento

Ministro da Economia, Paulo Guedes, condicionou rediscutir a permanência do teto dos gastos se o Congresso desvincular o Orçamento do País de seu controle

Paulo Guedes
Paulo Guedes (Foto: Alan Santos/PR)
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247 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta-feira, 18, condicionou rediscutir a permanência do teto dos gastos, aprovado durante o governo de Michel Temer, se o Congresso desvincular o Orçamento do País de seu controle.

O teto de gastos foi aprovado pelo Congresso logo após o golpe contra Dilma Rousseff e limita o crescimento das despesas do governo à variação da inflação por 20 anos. Assim, o governo não pode investir mais do que isso nos setores públicos.

Além da oposição da esquerda à medida, recentemente com acirramento da crise econômica setores do Centrão, no qual Bolsonaro está buscando apoio para o governo, têm pressionado pelo fim ou flexibilização do teto.

Segundo Guedes, “é uma questão de merecimento. A classe política assumindo o controle dos orçamentos públicos, sendo plenamente responsável pela despesa, com tudo desindexado, sem o piso [dos gastos] andar, nós podemos, no segundo momento, examinar se o Brasil precisa ou não disso [teto de gastos]”.

“Mas, enquanto o Brasil não tiver a coragem de enfrentar esse problema de indexação automática das despesas, onde a classe política não controla 96% do Orçamento, não podemos sonhar em abrir mão dessa bandeira do teto”, afirmou.

O teto dos gastos é profundamente defendido pelos grupos neoliberais e o capital financeiro, que se beneficiam do congelamento dos investimentos públicos.

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