Janio: com Temer no poder, o Brasil pede socorro

"Que presidente esse Temer, esse companheiro e chefe de Geddel Vieira Lima, do maleiro Rocha Loures, José Yunes, Moreira Franco, Eduardo Cunha e seu braço Carlos Marun, o preso Henrique Alves, e por aí abaixo. É o caso de pedirmos socorro", diz o jornalista Janio de Freitas, que antevê uma catástrofe, caso ele consiga permanecer no poder

Janio de Freitas
Janio de Freitas (Foto: Leonardo Attuch, attuch)

Trecho da coluna de Janio de Freitas Uma das possibilidades é a permanência de Temer. Mais incapaz e perplexo do que nunca, mais inconfiável do que sempre. Seria levar o prejuízo administrativo e a sem-vergonhice política da sua “presidência” ao nível de catástrofe. É impossível imaginar o que poderia suceder, com o chefe do governo cercado por denúncias, o Congresso esvaziado pelas campanhas de reeleição, a falsa retomada da economia engasgando mais, o desemprego e a violência em continuada aceleração. Quem não antevê esse quadro é porque, de Miami e Lisboa, a visão é muito distante.

A outra possibilidade é o impeachment. Alguns preveem para esta semana o pedido da procuradora-geral Raquel Dodge nesse sentido. Muitos têm escrito e dito que Temer não conseguiria do Congresso o terceiro salvo-conduto. Talvez. Mas a margem para abandoná-lo é, no máximo, igual à de salvá-lo. O argumento de que a “reforma” da Previdência não passaria por falta de uns 40 votos, evidenciando-se o enfraquecimento de Temer no Congresso, é ilusória.

(...)

As prisões dos mais antigos e próximos companheiros do chefe desviam as atenções palacianas, da ação eleitoral para a salvação pessoal. Até porque Raquel Dodge consagrou a tese de que a proteção constitucional a presidentes não impede que sejam investigados. Temer se salve da queda ou não, o país fica exposto a outra fase mais turbulenta. Que presidente esse Temer, esse companheiro e chefe de Geddel Vieira Lima, do maleiro Rocha Loures, José Yunes, Moreira Franco, Eduardo Cunha e seu braço Carlos Marun, o preso Henrique Alves, e por aí abaixo. É o caso de pedirmos socorro.

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