Jornalistas classificam mudanças na EBC como “práticas de censura”

Jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação relatam reclamações de integrantes do governo Temer com a publicação de matérias nas editorias de política e educação; para os profissionais da EBC, tal atitude configura-se como "prática de censura"; denúncia foi feita em nota divulgada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal; leia a íntegra

EBC sede
EBC sede (Foto: Charles Nisz)

Brasília 247 - Michel Temer segue interferindo na Empresa Brasil de Comunicação. Segundo nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, a EBC sofre mudanças classificadas pelo sindicato como "práticas de censura".

De acordo com o SJPDF, alguns profissionais da EBC foram deslocados de suas áreas sem consulta prévia e sem critérios transparentes. Conforme explicam os jornalistas da empresa estatal, alguns jornalistas foram alvo de reclamação de integrantes do governo após a publicação de matérias nas editorias de política e educação.

"O esvaziamento da cobertura da agenda social, que já vinha sendo realizada com alterações na pauta e em cargos de gestão, revela a disposição da EBC e do governo para calar a diversidade de vozes da sociedade brasileira por meio do assédio moral e perseguição", afirmam os jornalistas. 

Confira a nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) vem a público repudiar mudanças em curso na Empresa Brasil de Comunicação, que visam tolher o livre exercício da profissão, bem como aprofundar as práticas de censura.  

Nas últimas semanas, jornalistas da EBC foram realocados de áreas de cobertura sem consulta prévia, critérios transparentes e após episódios de reclamações de integrantes do governo com coberturas realizadas em áreas como política e educação. Chama a atenção do sindicato a perseguição a repórteres setoristas há mais de quatro anos em uma mesma área, com reconhecimento nacional, que estão sendo deslocados de forma arbitrária, sem treinamento, para outras áreas de cobertura que não guardam relação com suas trajetórias profissionais e formativas. 

O esvaziamento da cobertura da agenda social, que já vinha sendo realizada com alterações na pauta e em cargos de gestão, revela a disposição da EBC e do governo para calar a diversidade de vozes da sociedade brasileira por meio do assédio moral e perseguição. 

O SJPDF não será conivente com essas práticas e irá tomar as medidas judiciais cabíveis para garantir o livre e digno exercício profissional dos jornalistas que trabalham na EBC.


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