Justiça determina que iFood informe dados de cliente que chamou entregador de macaco

"Eu não vou permitir esse macaco", afirmou uma usuária do iFood, em Goiás, ao barrar a entrada de um entregador. "Mandar outro motoboy que seja branco", acrescentou. A Justiça de Goiás acatou a solicitação da Polícia Civil para quebrar o sigilo de todos os dados dela

Entregador e alvo de racismo em Goiás
Entregador e alvo de racismo em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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247 - A Justiça de Goiás acatou nessa segunda-feira (9) a solicitação da Polícia Civil para quebrar o sigilo de todos os dados da usuária do iFood que chamou de macaco um entregador da plataforma, em Goiânia (GO), há 15 dias. Nas mensagens enviadas por um aplicativo, a mulher escreveu que deveriam mandar um motoboy branco. "Eu não vou permitir esse macaco", afirmou. 

A gerente da lanchonete, Ana Carolina Gomes, mandou mensagem à cliente para saber o endereço exato em que a mulher mora, pois faltavam dados. A moradora ficou indignada após a funcionária pedir que autorizasse a entrada do entregador. "Esse preto não vai entrar no meu condomínio. Mandar outro motoboy que seja branco", escreveu a cliente. Os relatos foram publicados em reportagem do portal G1

Em nota, o iFood confirmou que recebeu a ordem judicial e enviará as informações disponíveis dentro do prazo requerido. "A empresa reitera que repudia o racismo e atos de discriminação racial e continua à disposição das autoridades para a investigação", disse. 

O iFood baniu a usuária.

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