Justiça do DF arquiva representação contra Cid por abuso do direito ao silêncio e chama CPMI de "teatro político"
Mauro Cid prestou depoimento à CPI em 11 de julho, utilizando o direito ao silêncio mais de 40 vezes e não respondendo perguntas dos parlamentares por mais de sete horas
247 - A Justiça Federal do Distrito Federal arquivou nesta sexta-feira (28) a representação feita pela CPI dos Atos Golpistas contra o tenente-coronel Mauro Cid por suposto abuso do direito ao silêncio durante o depoimento à comissão. O juiz Antonio Claudio Macedo da Silva, da 10ª Vara, acatou o pedido do Ministério Público Federal, que não encontrou indícios de crime na conduta do militar. O magistrado assistiu ao depoimento e considerou que membros da CPMI praticaram verdadeiro abuso de autoridade, chamando a sessão de "teatro político".
Mauro Cid prestou depoimento à CPI em 11 de julho, utilizando o direito ao silêncio mais de 40 vezes e não respondendo perguntas dos parlamentares por mais de sete horas. Ele se recusou até mesmo a fornecer informações básicas, como sua própria idade. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro amparou-se em uma decisão do Supremo Tribunal Federal que o permitia evitar respostas que pudessem incriminá-lo, mas não o eximia de responder a outras questões sobre as quais tivesse conhecimento.
Mauro Cid foi convocado para depor após a Polícia Federal encontrar em seu celular mensagens com teor golpista. Ele e o coronel do exército Lawand Júnior discutiam a possibilidade de decretação de intervenção militar contra a posse do presidente Lula.
