Lewandowski compara debate sobre semipresidencialismo às vésperas de 2022 ao parlamentarismo antes da posse de Jango

"O debate sobre a adoção do semipresidencialismo, que surge às vésperas das eleições de 2022, lembra a polêmica que levou à implantação do parlamentarismo antes da posse de João Goulart", disse o ministro do STF Ricardo Lewandowski

Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)
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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, afirmou que é inoportuno discutir a adoção do semipresidencialismo no Brasil no contexto atual. A entrevista foi concedida à coluna de Mônica Bergamo.

"O debate sobre a adoção do semipresidencialismo, que surge às vésperas das eleições de 2022, lembra a polêmica que levou à implantação do parlamentarismo antes da posse de João Goulart [Jango] na Presidência da República em 1961, com as consequências que todos conhecemos", afirmou.

Em 1961, Jango assumiria a presidência no lugar de Jânio Quadros, que renunciou. Vetado pelos militares, ele aceitou um acordo político que, por um lado, garantia a sua posse - mas com menos poderes. Eles foram transferidos para o primeiro-ministro, cargo criado com a implantação do parlamentarismo.

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Em 1963, um plebiscito derrubou o sistema e o Brasil voltou a ser presidencialista. No ano seguinte, militares deram um golpe de estado e implantaram a ditadura no Brasil.

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