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Brasília

Livro revela o outro lado da Operação Calvário, caso de lawfare na Paraíba

Obra da escritora Amanda Rodrigues que será lançada no dia 22 de maio, em Brasília, relata as violências praticadas pela versão da Lava Jato na Paraíba

Amanda Rodrigues e livro O Outro Lado, sobre a Operação Calvário (Foto: Divulgação)
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247 - Um lado da Operação Calvário é bastante conhecido de todos, pois foi amplamente mostrado pela mídia. É o lado das prisões feitas com ampla cobertura da imprensa, sem que os presos tivessem culpa formada. É o lado das pessoas que tiveram suas vidas devassadas e expostas, também sem culpa formada. O outro lado é pouco conhecido. É o lado das famílias devassadas; das pessoas que não conseguiram mais trabalho, das reputações destruídas sem que os acusados tivessem culpa formada.

O outro lado da Operação Calvário está sendo contado pela administradora de empresas Amanda Rodrigues, esposa do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, no livro O outro lado, que será lançado na próxima quarta-feira (22), a partir de 18h, no Teatro dos Bancários, em Brasília. Ricardo Coutinho ficou preso no período entre o Natal de 2019 e o ano novo por suposto envolvimento na Operação Calvário, montada pelo Ministério Público da Paraíba para apurar suposto desvio de recursos na área da saúde. Junto com ele, outras 34 pessoas foram acusadas de participar do suposto esquema. Porém, nenhuma acusação foi, até agora, comprovada.

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O livro retrata o drama pessoal de Amanda Rodrigues e Ricardo Coutinho, que durante um ano – o ano de 2019 – viveram na expectativa de que alguma ação poderia estar sendo preparada para atingi-los. Por causa da tensão vivida durante esse tempo, Amanda Rodrigues perdeu dois bebês durante a gravidez. Coutinho chegou a perder a guarda de um dos filhos. Coriolano Coutinho, irmão de Ricardo, que ficou preso 17 meses sem que tenha sido julgado, afirma que o pior que sofreu foi a perda da dignidade. “Eles destroem sua honra, sua imagem e fica tudo por isso mesmo. Eu não consigo sair; não consigo conversar; não consigo ir à praia”, afirma Coriolano.

A obra traz também as histórias de Márcia Lucena e Estela Bezerra. Márcia foi secretária de Educação no primeiro mandato de Ricardo Coutinho à frente do governo da Paraíba. Quando de sua prisão, era prefeita de Conde, município da Região Metropolitana de João Pessoa. Na eleição de 2020, já em liberdade, mas sem ter sido ainda julgada, ela foi cerceada em sua possibilidade de disputar a reeleição, pois não podia fazer campanha à noite nem nos finais de semana. Estela Bezerra era deputada estadual e ficou presa mais tempo à revelia da Assembleia Legislativa, que havia determinado sua soltura imediata.

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No livro estão relatos de dois outros casos que não fazem parte da Operação Calvário, mas guardam semelhança pela forma abusiva. Na Operação Cartola, Alexandre Cavalcanti, ex-advogado do Botafogo Futebol Clube, um time tradicional de João Pessoa, foi preso e acusado pelo Ministério Público de fazer parte de um esquema para influenciar nos resultados dos jogos de futebol no Estado. Na acusação, o Ministério Público não conseguiu explicar que era possível fazer isso sem que essa combinação envolvesse também os jogadores. Depois de solto, Alexandre perdeu praticamente todos os clientes que tinha como advogado. Vive hoje apenas das aulas de direito.

O outro caso é de Francisco Amilton de Souza Júnior, cuja atividade era a perfuração de poços artesianos, mediante convênio de prefeituras com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Ele foi preso sob a acusação de praticar lavagem de dinheiro. Francisco Amilton havia comprado um veículo de um mecânico e pediu que o dinheiro de um de seus últimos trabalhos fosse transferido direto para esse mecânico sem passar por sua conta. Por conta disso, foi preso e acusado de lavagem de dinheiro, acusação que acabou sendo retirada.

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O livro traz também artigos de juristas renomados, como Lênio Streck, Agassiz Almeida Filho e Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa, todos críticos dos métodos adotados pela Lava Jato e também pela Operação Calvário. Traz também artigo da ex-presidente Dilma Rousseff, ela própria vítima de uma perseguição política que a tirou da presidência da República. O outro lado deve ser lido como um antídoto para que os operadores do direito sejam mais cautelosos na nobre missão que lhes cabe.

Para Amanda Rodrigues, O outro lado é muito mais do que um livro de denúncias. “É sobre a vida de pessoas que tiveram sua história pessoal e de suas famílias devastadas por denúncias sem prova feitas pelo Ministério Público paraibano”. É também, segundo ela, um retrato detalhado dos métodos utilizados pela Operação Calvário e que correspondem a uma cópia, em menor escala, da Operação Lava Jato, à frente da qual estava o ex-ministro Sérgio Moro, cuja atuação no caso Lula foi considerada parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com o livro, Amanda Rodrigues afirma que pretende apenas colocar sua versão dos acontecimentos de que foi vítima. “Diferente do que podem pensar, não tenho intenção de desacatar, acusar ou afagar ninguém. Estou apenas expondo minha versão, como parte interessada, como o outro lado.”

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O outro lado

Lançamento: 22 de maio, 18h

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Local: Teatro dos Bancários, EQS 314/315 Bloco A, Asa Sul, Brasília-DF

Livro: 342 páginas, R$ 50

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