Maia, centrão e deputado do PSDB dizem que transferência de Lula é perseguição e absurdo

A truculência com que foi autorizada a transferência do ex-presidente Lula para o presídio de Tremembé provocou reações na Câmara dos Deputados para além dos partidos de esquerda. O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), parlamentares de partidos do centrão e até do PSDB criticaram a decisão da juíza federal Carolina Lebbos. As palavras 'perseguição' e 'absurdo' foram usadas por opositores a Lula.

(Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

247 - A truculência com que foi autorizada a transferência do ex-presidente Lula para o presídio de Tremembé provocou reações na Câmara dos Deputados para além dos partidos de esquerda. O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), parlamentares de partidos do centrão e até do PSDB criticaram a decisão da juíza federal Carolina Lebbos. As palavras 'perseguição' e 'absurdo' foram usadas por opositores a Lula. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "no plenário, o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) afirmou estranhar a decisão da juíza. 'Apesar de nunca ter votado nele, acho que [Lula] é um ex-chefe de Estado e merecia um outro tratamento', disse. Para ele, tocar no assunto mais de um ano depois parece 'perseguição à toa'."

Segundo a matéria, "Maia respondeu, concordando. 'Tem toda razão, deputado', afirmou. O presidente da Câmara se colocou à disposição 'para que o direito do ex-presidente seja garantido'.”

O clima na Cãmara era de comoção, mesmo sendo a maioria parlamentar composta por políticos que se acostumaram a criminalizar e estigmatizar o PT e Lula. 

José Nelto (GO), líder do Podemos, nomeou a decisão da juíza de perseguição. "O que a Justiça fez hoje, eu quero aqui condenar publicamente. Não se justifica retirar o ex-presidente Lula de Curitiba e levar para Tremembé. Isso é humilhação, esta juíza deveria repensar os seus atos. Perseguição eu não aceito com ninguém, seja de direita ou de esquerda."

Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), qualificou a decisão de “verdadeiro absurdo”. Segundo o deputado, é algo que “coloca em risco o respeito que o Brasil conquistou como país garantidor dos direitos."

Marcelo Ramos (PL-AM), ex-presidente da comissão da Previdência, chegou a pretsar solidariedade ao ex-presidente. “Diz na minha terra que pau que dá em Chico dá em Francisco. Hoje, muitos estão aplaudindo porque é um opositor político.”

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