Manifestantes em Brasília entram em Carrefour e protestam contra assassinato de homem negro

Gritando “vidas negras importam” e “eu não consigo respirar”, manifestantes entraram em um Carrefour de Brasília pedindo “justiça para Beto”, em referência a João Alberto Silveira Freitas, que foi assassinado por dois seguranças

(Foto: Reprodução)
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247 - Gritando “vidas negras importam” e “eu não consigo respirar”, manifestantes entraram em um Carrefour de Brasília pedindo “justiça para Beto”, em referência a João Alberto Silveira Freitas, homem negro que foi assassinado por dois seguranças do supermercado em Porto Alegre, na noite de quinta-feira, 19.

O ato ocorre em no Carrefour da 402 sul.

Em outras cidades do país, como São Paulo e Porto Alegre, também ocorrem atos contra o racismo e o assassinato do homem.
Nesta sexta-feira, dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o juiz Cristiano Vilhalba Flores, do Foro Central de Porto Alegre, determinou a prisão preventiva de Magno Braz Borges e Giovane Gaspar Da Silva, seguranças que mataram João Alberto Silveira Freitas.

"Existem indícios de autoria pelas declarações das testemunhas, as quais afirmaram que a vítima fora detida pelos flagrados, sendo que estes teriam argumentado que agiram para cessar uma agressão que a própria vítima teria cometido contra terceiro, funcionário da empresa onde os fatos ocorreram. Os indícios de autoria são reforçados pelos vídeos juntados aos autos, onde se pode verificar toda a ação que culminou no óbito da vítima, que viera a falecer no local", disse o magistrado na decisão.

João Alberto era negro e foi espancado até a morte na véspera deste dia 20 de novembro, dia da Cosnciência Negra. A Brigada Militar gaúcha informou que o espancamento começou após um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do supermercado.

Ele foi levado da área de caixas para a entrada da loja espancado no estacionamento do supermercado, por dois seguranças.

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