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Material genético faz PGR acusar mais 31 pessoas de vandalismo nos atos golpistas

As análises foram feitas pelo Serviço de Perícias em Genética Forense. O processamento do material coletado levou à elaboração de 1.385 perfis genéticos

Atos terroristas de bolsonaristas contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou mais de 31 pessoas de vandalismo por terem participado dos atos golpistas do 8 de janeiro, quando apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) invadiram as partes externas do Congresso Nacional, do Planalto, onde fica o gabinete presidencial, e do Supremo Tribunal Federal (STF). Vestígios de material genético foram encontrados nas sedes dos três Poderes, na capital federal.

De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (11) pelo jornal Folha de S.Paulo, as análises foram feitas pelo Serviço de Perícias em Genética Forense, que recebeu quase 1,4 mil amostras biológicas dos presos. O processamento do material coletado levou à elaboração de 1.385 perfis genéticos: 896 de pessoas dos sexo masculino e 489 do sexo feminino.

Os fragmentos foram confrontados com amostras recolhidas de bolsonaristas presos no acampamento em frente ao QG do Exército. O resultado forneceu à PGR elementos para sustentar a acusação de envolvimento desses suspeitos na invasão e quebradeira dos prédios.

A lista de objetos recolhidos e analisados pelos investigadores inclui toalha de rosto, meia, batom, camisas, máscaras de proteção facial, barras de metal, garrafas de água, bandeiras, latas de refrigerantes, bitucas de cigarro e restos de sangue, entre outros.