Mello Franco: Gilmar deveria declarar suspeição

O colunista Bernardo Mello Franco avalia que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deveria se declarar suspeito para avaliar casos relacionados ao PT e ao impeachment; ele lembra, por exemplo, seus encontros recentes com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com o senador José Serra (PSDB-SP); "Tudo indica que ele deveria se dizer suspeito por falta de isenção para julgar o assunto, muito menos sozinho. Mas Gilmar não parece preocupado com isso", afirma

O colunista Bernardo Mello Franco avalia que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deveria se declarar suspeito para avaliar casos relacionados ao PT e ao impeachment; ele lembra, por exemplo, seus encontros recentes com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com o senador José Serra (PSDB-SP); "Tudo indica que ele deveria se dizer suspeito por falta de isenção para julgar o assunto, muito menos sozinho. Mas Gilmar não parece preocupado com isso", afirma
O colunista Bernardo Mello Franco avalia que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deveria se declarar suspeito para avaliar casos relacionados ao PT e ao impeachment; ele lembra, por exemplo, seus encontros recentes com o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com o senador José Serra (PSDB-SP); "Tudo indica que ele deveria se dizer suspeito por falta de isenção para julgar o assunto, muito menos sozinho. Mas Gilmar não parece preocupado com isso", afirma (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Na coluna Gilmar, o despreocupado, o colunista Bernardo Mello Franco, da Folha de S. Paulo, considera que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, não tem isenção para julgar casos relacionados ao PT, como na liminar que impediu a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil.

"A presença constante na mídia, a agressividade em declarações contra o governo e a proximidade com políticos do PSDB lhe renderam o apelido de 'líder da oposição' no STF. Gilmar não parece preocupado com isso. Desde que a crise política se agravou, ele usa todas as oportunidades para atacar Dilma e o PT", diz ele

"A presidente e o partido dão muitas razões para críticas, mas espera-se de um ministro do Supremo que não tome lado na luta política e atue com imparcialidade. Gilmar não parece preocupado com isso. Em julho passado, ele foi à casa de Eduardo Cunha discutir o impeachment. O deputado já era investigado na Lava Jato por suspeita de corrupção", relembra. "Na última quarta, Gilmar almoçou com o tucano José Serra, segundo o jornal "O Globo". Após a sobremesa, voltou ao STF e discursou contra a nomeação de Lula para a Casa Civil, que não estava em debate."

"Dois dias depois, o ministro atendeu pedido do PSDB e anulou a posse do ex-presidente. Tudo indica que ele deveria se dizer suspeito por falta de isenção para julgar o assunto, muito menos sozinho. Mas Gilmar não parece preocupado com isso."

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