Militantes são presos em Brasília por estender faixa em que chamavam Bolsonaro de genocida (vídeo)

Cinco militantes do PT foram presos em Brasília na manhã desta quinta-feira e levados para a sede da Polícia Federal, onde foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Eles estendiam uma faixa na Praça dos Três Poderes com uma charde de Renato Aroeira e os dizeres "Bolsonaro genocida". Em Uberlândia, mais de 25 jovens foram enquadrados na LSN

(Foto: Reprodução)
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247 - Cinco militantes do PT, dos quais sabe-se até agora o nome de dois, Rodrigo Pilha e Guilherme Martins, foram presos na Praça dos Três Poderes, na manhã desta quinta-feira (18). Eles estendiam uma faixa com uma charge de Renato Aroeira e os dizeres "Bolsonaro genocida" quando foram presos por policiais.

Os cinco foram levados para a Polícia Federal sob a suspeita de que podem ser enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN). Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Alencar Santana Braga (PT-SP) e Natália Bonavides (PT-RN) estão na sede da PF.  Dois advogados do Grupo Prerrogativas também foram para o local.

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que prendeu os cinco militantes do PT "por infringir a Lei de Segurança Nacional ao divulgar a cruz suástica associando o símbolo ao Presidente da República". 

Em Uberlândia, segundo denúncia da vereadora Dandara (PT) no programa Giro das 11 da TV 247, mais de 25 jovens estão sendo convocados à delegacias da cidade por críticas a Bolsonaro nas redes sociais e enquadrados na LSN (assista à denúncia no Giro das 11 ao final desta matéria).

O ambiente é de perplexidade e indignação com a sequência de prisões. Segundo o advogado Augusto de Arruda Botellho, "parece 1968, mas é 2021 mesmo. E tem gente achando tudo normal". Leia o tuíte dele abaixo. 

 

Veja a denúncia da vereadora Dandara no Giro das 11:


LSN usada contra opositores

O uso da Lei de Segurança Nacional para calar opositores do presidente Bolsonaro começou a repercutir nesta semana. Na última segunda-feira (15), o youtuber Felipe Neto foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para prestar declarações por ter supostamente cometido crime previsto na LSN e também de calúnia.

Redigida durante a ditadura civil- militar, em 1983, a LSN lista crimes contra a segurança nacional e a ordem política e social. Segue em vigor até hoje, e havia sido pontualmente utilizada desde a redemocratização. No entanto, a partir de 2020, a lei começou a ser evocada com uma constância que até então não havia sido observada.

Nesta quinta-feira, a juíza Gisele Guida, da 38ª Vara Criminal do Rio, suspendeu a investigação feita a pedido de Carlos Bolsonaro contra Felipe Neto. A magistrada reconheceu a ilegalidade da instauração do procedimento criminal e determinou a imediata suspensão da investigação. (*Com RBA)

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