Ministério Público avalia água que abastece DF e Entorno

Em ao conjunta, MP de Gois e do Distrito Federal discutem o abastecimento no DF e Entorno sul; principal preocupao com o estado de preservao dos mananciais

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Brasília 247 – Representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e do Ministério Público de Goiás (MPGO) se reuniram para avaliar a situação dos recursos hídricos da região do DF e do Entorno sul. Os promotores buscam apurar como está a preservação do principal manancial do Distrito Federal, o do Descoberto, e do futuro manancial de Corumbá IV, em Goiás, que deve abastecer a região.

O reservatório criado pela barragem do rio Descoberto, responsável por 65% do abastecimento de água no Distrito Federal, tem sua capacidade sendo diminuída gradativamente, em virtude do seu assoreamento. Para preservar o manancial, ficou decidido que haverá uma atuação conjunta para que o Estado de Goiás finalmente implante o Parque Estadual do Descoberto - a ser criado às margens do Lago, na cidade de Águas Lindas de Goiás.

Além dos membros do Ministério Público, o encontro contou com a presença de representantes das companhias de saneamento ambiental do DF (Caesb) e de Goiás (Saneago), e da empresa Corumbá Concessões.

Ocupação desordenada

Segundo a promotora de Justiça da Prodema, Mara Eliana, a situação do reservatório da usina de Corumbá IV é preocupante, pois o manancial está sofrendo ocupação desordenada de toda a bacia e degradação por esgotos não tratados. "Os representantes da Corumbá Concessões externaram preocupação quanto aos esgotos lançados sem tratamento adequado. Sobre a ocupação desordenada, eles informaram que, dos sete municípios goianos que compõem a faixa de proteção de 100m do reservatório, o de Alexânia tem os maiores índices de invasão", relatou. Para coordenar as ações a serem tomadas, haverá uma reunião entre o MPGO e o Ministério Público Federal (MPF), com a colaboração da Corumbá Concessões.

APA Goiás

Para tratar da problema enfrentado na região da bacia do Alagado, foi sugerida a criação de uma Área de Preservação Ambiental (APA) estadual. "A região vem sofrendo adensamento e degradação acentuados. No DF esta mesma bacia está inserida na APA federal do Planalto Central. A Saneago se propôs a, com a ajuda da Caesb, preparar um diagnóstico que possa orientar um plano de ocupação do braço do Alagado", completou Marta.

Com informações do MPDFT.

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