Ministros do STF avaliam que Mendonça age 'a serviço' do bolsonarismo ao atrasar julgamento de golpistas do 8/1
Avaliação é de que o ministro busca marcar "posição" junto aos bolsonaristas, que temem que a Corte investigue os autores intelectuais da tentativa de golpe, incluindo Bolsonaro
247 - Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que André Mendonça agiu "a serviço do bolsonarismo" ao requerer a transferência para o plenário presencial do julgamento de dois réus acusados de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro, quando militantes bolsonaristas e de extrema direita invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro (PL) para a Corte.
O processo, que envolve cinco réus, estava em andamento no plenário virtual e deveria ser concluído até as 23h59 de segunda-feira (2). No entanto, no último domingo (1), quando já havia maioria para a condenação, Mendonça solicitou a mudança para o plenário físico. Agora, com o pedido de destaque, os ministros terão que apresentar presencialmente os votos nos dois casos. >>> STF suspende julgamentos de dois dos cinco réus pela participação nos atos golpistas
Segundo a coluna da jornalista Andréia Sadi, do G1, três ministros do STF avaliam que a decisão de Mendonça busca marcar uma "posição" em relação ao bolsonarismo, temendo que a conclusão dos julgamentos leve a Corte a investigar os autores intelectuais da intentona golpista, incluindo Jair Bolsonaro.
"É serviço, porque na verdade estão vendo nisso o desdobramento que é o fim da história: está faltando alguém'', disse um ministro do STF ouvido sob condição de anonimato. >>> Perfis nas redes criticam André Mendonça após decisão sobre réus em julgamento no STF por conta dos atos golpistas
O ministro André Mendonça pediu destaque nos julgamentos de Jupira Silvana da Cruz Rodrigues e Nilma Lacerda Alves, levando os casos a serem analisados pelo plenário físico da Corte, com debate entre os ministros. Não há data para o julgamento.
