MPF apura superfaturamento nas obras do BRT

As investigações da Operação Panatenaico, que identificou superfaturamento nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, devem se prolongar, pois o MPF investiga crimes referentes a outras obras de grande porte em Brasília, executadas durante as duas últimas gestões; entre os alvos está o BRT Expresso Sul, inicialmente orçado em R$ 587,4 milhões, mas executado com R$ 704,7 milhões; a construção do sistema de transporte expresso causou prejuízo de R$ 169,7 milhões aos cofres públicos, de acordo com uma auditoria especial da Controladoria-Geral do Distrito Federal

As investigações da Operação Panatenaico, que identificou superfaturamento nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, devem se prolongar, pois o MPF investiga crimes referentes a outras obras de grande porte em Brasília, executadas durante as duas últimas gestões; entre os alvos está o BRT Expresso Sul, inicialmente orçado em R$ 587,4 milhões, mas executado com R$ 704,7 milhões; a construção do sistema de transporte expresso causou prejuízo de R$ 169,7 milhões aos cofres públicos, de acordo com uma auditoria especial da Controladoria-Geral do Distrito Federal
As investigações da Operação Panatenaico, que identificou superfaturamento nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, devem se prolongar, pois o MPF investiga crimes referentes a outras obras de grande porte em Brasília, executadas durante as duas últimas gestões; entre os alvos está o BRT Expresso Sul, inicialmente orçado em R$ 587,4 milhões, mas executado com R$ 704,7 milhões; a construção do sistema de transporte expresso causou prejuízo de R$ 169,7 milhões aos cofres públicos, de acordo com uma auditoria especial da Controladoria-Geral do Distrito Federal (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247- As investigações da Operação Panatenaico, que identificou superfaturamento nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, devem se prolongar, pois o Ministério Público Federal (MPF) investiga crimes referentes a outras obras de grande porte em Brasília, executadas durante as duas últimas gestões. Entre os alvos está o BRT Expresso Sul, inicialmente orçado em R$ 587,4 milhões, mas executado com R$ 704,7 milhões. A construção do sistema de transporte expresso causou prejuízo de R$ 169,7 milhões aos cofres públicos, de acordo com uma auditoria especial da Controladoria-Geral do Distrito Federal. Procuradores e policiais federais suspeitam que políticos recebiam propina. 
 
O edital de licitação para a escolha das empresas que ficariam responsáveis pela construção da obra saiu na gestão de José Roberto Arruda (PR), em 2008. As obras começaram apenas em 2011, na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT) e do vice Tadeu Filippelli (PMDB). Os três foram alvos da operação na terça-feira (23) e estão presos temporariamente.
 
As delações da Andrade Gutierrez que mencionam o BRT Sul estão sob sigilo. Porém, segundo os empresários João Pacífico e Ricardo Ferraz, os dois da Odebrecht, foi articulado um “acordo de mercado” entre várias construtoras. Ferraz afirmou que empresários da OAS e da Via Engenharia o procuraram para pedir que a Odebrecht apresentasse a proposta mais cara da licitação. Como consequência, não haveria questionamento sobre o lance superfaturado do consórcio, que, depois, foi o vencedor.
 
A Justiça Federal suspendeu os repasses ao consórcio encarregado pelas obras, integrado por Andrade Gutierrez, Via Engenharia, OAS, e Setepla Tecnometal Engenharia.
 
O BRT Sul, que liga Santa Maria e Gama ao Plano Piloto e transporta 95 mil pessoas por dia, não está em pleno funcionamento. Somente quatro das oito estações funcionam, de acordo com a Secretaria de Mobilidade. Segundo o Correio, a pasta informou que as plataformas serão inauguradas no segundo semestre. 

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