Não há acordo entre a CEB e os funcionários

Empresa retira proposta que tinha feito e convoca os trabalhadores a voltar ao servio

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Maryna Lacerda_Brasília 247 — A audiência que era para ser de conciliação entre funcionários e direção da Companhia Energética de Brasília (CEB), no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, não surtiu efeito. Na tarde desta quinta-feira (17), o governo do Distrito Federal, que é o sócio majoritário da empresa, retirou a proposta oferecida aos servidores de correção salarial de 7,4%, abono salarial de R$2 mil e talão extra de vale alimentação no valor de R$ 700.

O Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (Stiu), que representa a categoria, quer abono de R$ 7 mil, implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e reajuste salarial igual para todos os trabalhadores da empresa. O presidente do Stiu afirma que a CEB está favorecendo os funcionários de nível superior no reajuste salarial. Pereira diz que um eletricista recebe aumento de menos de 5% enquanto um economista concursado da empresa ganha 20%.

Em nota divulgada nesta tarde, a CEB informa aos funcionários a retirada da proposta, avisa que vai cobrar a reposição dos dias não trabalhados até 15 de novembro e vai cortar o ponto dos trabalhadores por dia não trabalhado até 16 de novembro. A empresa também afirma que vai entrar na Justiça com o recurso de “interdito proibitório”, que garante o livre acesso dos servidores às dependências da empresa, e por fim, convocá-los de volta ao trabalho a partir de sexta-feira (18).

O presidente do Stiu, Jeová Pereira de Oliveira, considera a decisão da empresa precipitada. Segundo ele, a CEB está se adiantando à Justiça, já que nova audiência será marcada pelo Ministério Público do Trabalho. Ele diz ainda que a direção da CEB não tem autoridade nem autonomia para convocar os trabalhadores de volta ao serviço. “A decisão de voltar ao expediente tem que ser decidida em assembleia, pela maioria dos trabalhadores, e cabe ao sindicato levar a pauta para discussão”, diz. O Stiu afirma que vai continuar a greve que já dura 15 dias.

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