"Não mandei ninguém adulterar documento e nem tirar meu nome dos relatórios", diz G. Dias à CPMI dos Atos Golpistas
Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional também afirmou que as imagens que mostram ele circulando entre os invasores do Palácio do Planalto foram editadas e distorcidas
247 - O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marco Edson Gonçalves Dias refutou as acusações de que teria ordenado a adulteração de relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) referentes aos eventos golpistas de 8 de janeiro. A afirmação do militar foi feita durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas.
G.Dias, como é conhecido, negou veementemente as alegações de ter solicitado a remoção de seu nome de um relatório da Abin encaminhado ao Senado Federal. "Não mandei ninguém adulterar documento e nem tirar meu nome dos relatórios. Tão somente determinei ao senhor Saulo que organizasse as informações que seriam enviadas à CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência) dentro de uma lógica única. Os alertas de segurança haviam sido passados por um grupo de WhatsApp, constituídos de órgãos públicos e não com o meu nome", afirmou.
“No dia 20 de janeiro de 2023, enviei para a CCAI as respostas de um ofício que me foi encaminhado pelo órgão. Era ofício de perguntas abertas e que prontamente e cordialmente respondi por mim a partir do relatório feito pela Abin”, disse. A suposta adulteração no relatório da alegação foi apresentada por Saulo Moura Cunha, ex-diretor-adjunto da Abin, em depoimento realizado no início de agosto .
Além disso, o general contestou as imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto que o mostravam presente durante os ataques de 8 de janeiro. Ele argumentou que as imagens foram editadas e distorcidas, e enfatizou que não houve instruções para adulterar ou manipular qualquer conteúdo.
Acompanhe a CPMI dos Atos Golpistas pela TV 247.
