"O Brasil está rasgando dinheiro com o proibicionismo em relação à maconha", diz auditor fiscal

O “rockeiro, maconheiro e fiscal do Rio de Janeiro” Xandão do Rock revela dados de um estudo de caso utilizando Colorado como modelo para mostrar que o Brasil está renunciando receita e cometendo um crime contra o sistema tributário. Assista

Xandão do Rock e a cannabis
Xandão do Rock e a cannabis (Foto: Divulgação | Reuters)
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247 – Em entrevista à TV 247, o auditor fiscal Alexandre Reinhart revelou como a ilegalidade da comercialização de maconha (Cannabis sativa) previne a circulação de pelo menos de 31 bilhões de dólares tributáveis no Brasil, fazendo com que esse dinheiro se concentre nas mãos do crime organizado. “É uma renúncia de receita, na realidade. Isso é um crime que seria imputado aos governantes. O ato de recusar uma receita é um crime contra o sistema tributário”, diz o auditor.

Mais conhecido como Xandão do Rock, Alexandre se apresenta como “rockeiro, maconheiro e auditor fiscal do Rio de Janeiro” e afirma não temer represálias. “O papel do auditor fiscal é aumentar a arrecadação, seguindo a lei. Defendendo a legalização eu consigo provar numericamente que estamos rasgando dinheiro”, diz Xandão, ao que adiciona, “como auditor fiscal, estou apenas fazendo meu trabalho buscando aumentar a arrecadação do Estado”.

Xandão nos conta sobre a metodologia de seu estudo: “Eu peguei os 2,2 bilhões de reais das vendas brutas de Cannabis no estado do Colorado e o dividi pela população do estado. Através disso, obtive o índice de 392 reais por pessoa”. Utilizando esse PIB per capita de 392 reais, o auditor explica que o multiplicou pelo número total da população do Rio de Janeiro, chegando à conclusão de que seriam cerca de 31 bilhões de reais circulando apenas nesse estado. “Aplicando uma alíquota de 20%, são 6,2 bilhões de reais por ano que seriam tributáveis através do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação)”, afirma o auditor fiscal.

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