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Operação Caixa de Pandora: Arruda é condenado a pagar R$ 10 milhões e tem direitos políticos suspensos por 12 anos

Esquema de corrupção no Distrito Federal resulta em condenações e multas a sete réus envolvidos em propina de contrato de informática

José Roberto Arruda (Foto: Agência Brasil)

247 - O juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, emitiu nesta quinta-feira (27) uma sentença condenando o ex-governador José Roberto Arruda a pagar uma multa de R$ 10 milhões, atualizados, por atos de improbidade administrativa, informa o Metrópoles. A condenação está relacionada a uma das ações judiciais originadas da Operação Caixa de Pandora, que levou Arruda à prisão e revelou um grande esquema de corrupção na capital do país. Além da multa, Arruda e outros seis réus foram considerados culpados por um esquema de pagamento de propina de pelo menos R$ 1,5 milhão em 2009, relacionado a um contrato de informática da Secretaria de Educação do Distrito Federal com a empresa Info Educacional. A sentença estabelece que cada um dos sete condenados deve pagar R$ 1,2 milhão, totalizando a quantia de R$ 9 milhões, após correções monetárias.

A pena imposta a José Roberto Arruda inclui também o pagamento adicional de R$ 1,5 milhão e a suspensão de seus direitos políticos pelo período de 12 anos. O ex-governador já havia sido alvo de outra sanção relacionada à Caixa de Pandora, o que o impediu de concorrer nas eleições de 2022. A sentença determina ainda que Arruda fica proibido de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais por 10 anos.

O ex-secretário de Relações Institucionais do governo Arruda, Durval Barbosa, que mais tarde se tornou o delator do esquema da Pandora, também foi condenado a pagar uma multa em conjunto com os demais réus, para reparação dos danos causados pelo esquema ilícito.

Os outros condenados são: José Geraldo Maciel, ex-chefe da Casa Civil; Adailton Barreto Rodrigues, ex-subsecretário de Educação Básica; a empresa Info Educacional; o proprietário da empresa, Alexandre Tavares de Assis; e o servidor da Secretaria de Educação, Mayasa Kondo.