Para Cristovam, há retrocesso no PNE

Durante a discussão do projeto que aprova o Plano Nacional de Educação, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que não faz sentido falar em PNE no século 21 sem tratar da inovação dentro das salas de aula; "O PNE devia ter só duas metas: o Brasil vai estar entre os países com a melhor educação do mundo, e o filho do mais pobre brasileiro vai ter acesso a uma escola com a mesma qualidade do filho do mais rico", declarou

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defende a aprovação de emenda substitutiva de sua autoria ao projeto do Plano Nacional de Educação (PNE)
Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defende a aprovação de emenda substitutiva de sua autoria ao projeto do Plano Nacional de Educação (PNE) (Foto: Leonardo Lucena)
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Agência Senado - Durante a discussão do projeto que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE), nesta quarta-feira (11), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou duramente o substitutivo em votação, classificando-o de "enganação ao povo brasileiro" e "retrocesso" em relação ao relatório do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) aprovado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Cristovam defendeu um PNE que determine planos de longo prazo para remover do Brasil a pecha de país sem educação - para ele, a proposta atual não chega perto disso.

- O PNE devia ter só duas metas: o Brasil vai estar entre os países com a melhor educação do mundo, e o filho do mais pobre brasileiro vai ter acesso a uma escola com a mesma qualidade do filho do mais rico - disse.

Cristovam propôs o estabelecimento de uma carreira atraente para o magistério, avaliação de desempenho de professores, e implantação de escolas de horário integral com equipamentos modernos. Para o senador, não faz sentido falar em PNE no século 21 sem tratar da inovação dentro das salas de aula.

- A cara do futuro de um país é a cara da sua escola no presente. Olhe os prédios das escolas de hoje - advertiu.

Segundo Cristovam, somente o governo federal pode executar a proposta da "revolução na educação de base" pois os custos são muito elevados para as prefeituras. Ele espera que suas propostas ainda possam ser discutidas no âmbito do PNE, mas declarou-se disposto a votar "sem muito entusiasmo" no texto de Alvaro Dias.

Em aparte, o senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) apoiou Cristovam em seu desagrado com o texto em votação.

 

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