Parlamentares repudiam ataques do MEC à autonomia universitária

Deputada Erika Kokay, do PT-DF (sentada, de azul) voltou a criticar a tentativa de censura do ministro da Educação, Mendonça Filho, de tentar censurar o curso “o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” ofertado pela UnB; “Somente numa ruptura democrática, num regime de exceção é possível um titular do ministério da Educação afrontar de forma tão nítida a autonomia universitária”, afirmou a petista, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos humano

Deputada Erika Kokay, do PT-DF (sentada, de azul) voltou a criticar a tentativa de censura do ministro da Educação, Mendonça Filho, de tentar censurar o curso “o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” ofertado pela UnB; “Somente numa ruptura democrática, num regime de exceção é possível um titular do ministério da Educação afrontar de forma tão nítida a autonomia universitária”, afirmou a petista, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos humano
Deputada Erika Kokay, do PT-DF (sentada, de azul) voltou a criticar a tentativa de censura do ministro da Educação, Mendonça Filho, de tentar censurar o curso “o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” ofertado pela UnB; “Somente numa ruptura democrática, num regime de exceção é possível um titular do ministério da Educação afrontar de forma tão nítida a autonomia universitária”, afirmou a petista, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos humano (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) voltou a criticar a tentativa de censura do ministro da Educação, Mendonça Filho, de tentar censurar o curso “o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” ofertado pela Universidade de Brasília (UnB).

“Somente numa ruptura democrática, num regime de exceção é possível um titular do ministério da Educação afrontar de forma tão nítida a autonomia universitária”, afirmou a petista, coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos humanos, durante visita de solidariedade ao Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, realizada nesta quarta-feira (28).  

A deputada foi à universidade acompanhada de parlamentares do PT, PCdoB e PSOL. Todos foram unânimes em repudiar a tentativa do ministro da Educação, Mendonça Filho, de censurar a UnB por ofertar a disciplina “o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. “Nossa intenção com essa visita é fazer um movimento na perspectiva de assegurar a autonomia universitária, a liberdade de pensamento e de expressão, além de enfatizar nosso compromisso com a democracia e os direitos”, ressaltou Kokay.

O diretor do Instituto de Ciência Política, Paulo Calmon, recebeu os parlamentares juntamente com outros educadores e educadoras do curso de Ciência Política. Segundo ele, a disciplina em tela tem exatamente a perspectiva de incentivar o debate e de promover os valores democráticos. “Esse é o nosso compromisso enquanto educadores”, enfatizou.

De acordo com o professor, a ameaça à democracia e as instituições democráticas é uma tendência mundial, fruto de uma onda conservadora que coloca as instituições democráticas em xeque, especialmente, as universidades. “As universidades são sempre alvos privilegiados desses ataques exatamente como ocorre na UnB, pelo seu mais profundo compromisso democrático, profundo compromisso com o pluralismo das ideias, em formar uma nova geração que esteja preparada para enfrentar as ameaças à democracia e participar de um debate aberto e livre”, afirmou.

“Esse é um ato extremamente tocante para todos nós. Nós estamos muito emocionados e ao mesmo tempo muito felizes em saber que a gente pode contar com apoio de parlamentares que compartilham conosco esse compromisso e estão dispostos a nos apoiar e promover esses mesmos valores”, concluiu Calmon.

Participaram da visita os deputados Paulão (PT-AL), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM); Maria do Rosário (PT-RS), coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Ensino Técnico e Profissionalizante; Margarida Salomão (PT-MG), coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Valorização das Universidades Federais e Jean Wyllys (PSOL-RJ), coordenador da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação e Participação Popular.

Marcaram presença, ainda, Raimundo Angelim (PT-AC), Ivan Valente (Psol-SP), Chico Alencar (Psol-RJ), Jean Wyllys (Psol-RJ), Glauber Braga (Psol-RJ) e Jô Moraes (PCdoB-MG).

Na quinta-feira (1/3), a deputada promove, às 10h, um Ato de Repúdio às ameaças do MEC à autonomia universitária e à democracia, no Plenário I, Anexo II, da Câmara Federal.

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