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PMDF pede visitas aos sábados e caminhadas para Bolsonaro na Papudinha

O pedido feito ao STF tem como base uma avaliação de segurança que classifica Bolsonaro como “custodiado sensível”

Jair Bolsonaro e presídio da Papuda (Foto: Reuters | Reprodução)

247 - A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para alterar o regime de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, em Brasília. A corporação solicita autorização para visitas aos sábados, caminhadas supervisionadas em áreas controladas e extensão da assistência religiosa.

O pedido, segundo a PMDF, tem como base uma avaliação de segurança que classifica Bolsonaro como “custodiado sensível”, em razão do cargo que exerceu, da repercussão institucional do caso e do risco potencial de hostilidades ou incidentes. As informações constam de ofício enviado ao Supremo pela corporação.

A mudança do dia de visitas, atualmente realizadas às quintas-feiras, para os sábados é justificada pela redução do fluxo interno na unidade prisional. De acordo com a PMDF, nos dias úteis há intensa circulação de servidores, atividades administrativas regulares e coincidência com o dia de visita dos demais presos, o que dificulta o controle rigoroso de acesso e a segregação adequada dos ambientes.

No documento, a corporação afirma que o cenário aos sábados é mais favorável à segurança institucional. “Aos sábados, verifica-se redução expressiva do fluxo interno, inexistência de expediente administrativo regular, ausência de coincidência com o dia de visita dos demais custodiados e maior previsibilidade operacional”, diz o texto encaminhado ao STF.

A PMDF também defende a autorização para caminhadas de forma restrita e supervisionada, em locais previamente definidos, como o campo de futebol ou uma pista asfaltada nos fundos da unidade. A solicitação se baseia em recomendações médicas e prevê escolta permanente, sem contato com outros custodiados. “Ressalta-se que tais ambientes oferecem melhores condições de controle, visibilidade e previsibilidade dos deslocamentos, permitindo vigilância continua e pronta intervenção do efetivo policial”, ressalta a corporação.

No ofício, a Polícia Militar afirma que as medidas não configuram privilégio, mas ações preventivas voltadas à preservação da segurança institucional e da integridade física do custodiado, de visitantes e dos policiais. Bolsonaro está preso após ter sido condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes.