Procurador quer abrir caixa-preta das delações em CPI

Primeiro depoente da CPI da JBS, o procurador Ângelo Villela se diz disposto a revelar os métodos do Ministério Público para obter delações na Lava Jato; em conversas com interlocutores,  ele relatou interesse em expor os mecanismos de pressão para obter relatos contra alvos específicos; "Qual é o fato novo que envolve a empresa JBS? Há muitos meses existe no Brasil uma suspeita de que há um modus operandi de extração de delações. Há uma interpretação por setores do Ministério Público Federal que estão em Curitiba e em Brasília que, para se extrair de um delator aquilo que se quer ouvir, vale tudo", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da CPI

Angelo Goulart Villela
Angelo Goulart Villela (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Primeiro depoente da CPI da JBS, o procurador Ângelo Villela se diz disposto a revelar os métodos do Ministério Público para obter delações na Lava Jato.

"O procurador Ângelo Goulart Villela, que chegou a ser preso em decorrência dos relatos de Joesley Batista, da JBS, está disposto a abrir a 'caixa preta das delações' na gestão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, encerrada domingo (17). Em conversas com interlocutores, Villela relatou interesse em expor os métodos, segundo ele, de pressão da equipe de Janot para obter relatos contra alvos específicos", informa reportagem da Folha.

 "Qual é o fato novo que envolve a empresa JBS? Há muitos meses existe no Brasil uma suspeita de que há um modus operandi de extração de delações. Há uma interpretação por setores do Ministério Público Federal que estão em Curitiba e em Brasília que, para se extrair de um delator aquilo que se quer ouvir, vale tudo", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da CPI.

O procurador, que está afastado, é acusado de ter recebido propina para dar informações sigilosas de investigações ao grupo JBS.

 

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