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Projeto por código de vestimenta na Câmara é alvo de protesto

"Cuide do seu decoro que eu cuido do meu decote", dizia um cartaz; "Não se medem ética e decoro pelo tamanho da saia, decote ou vestido", destacava outro; a hashtag MaisÉTICAMenosESTÉTICA ganhou as redes sociais; movimento é contra o projeto da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que proíbe decote e minissaias para mulheres e determina ternos pretos, azuis e cinzas para homens; "Ação é mais uma tentativa de se dedicar ao que não importa", criticou Jean Wyllys (PSOL-RJ)

"Cuide do seu decoro que eu cuido do meu decote", dizia um cartaz; "Não se medem ética e decoro pelo tamanho da saia, decote ou vestido", destacava outro; a hashtag MaisÉTICAMenosESTÉTICA ganhou as redes sociais; movimento é contra o projeto da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que proíbe decote e minissaias para mulheres e determina ternos pretos, azuis e cinzas para homens; "Ação é mais uma tentativa de se dedicar ao que não importa", criticou Jean Wyllys (PSOL-RJ) (Foto: Ana Pupulin)

Brasília 247 - Um projeto de autoria da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que determina um código de vestimenta para parlamentares e servidores na Câmara dos Deputados - impondo ternos pretos, cinzas e azuis para os homens e proibindo decotes, minissaias, entre outras roupas para as mulheres - foi alvo de protestos nesta quarta-feira 9. Os servidores vestiam lenços cobrindo a cabeça durante o ato.

"Cuide do seu decoro que eu cuido do meu decote", dizia um cartaz. "Não se medem ética e decoro pelo tamanho da saia, decote ou vestido", destacava outro. A hashtag MaisÉTICAMenosESTÉTICA ganhou destaque nas redes sociais. "A ação é mais uma tentativa de se dedicar ao que não importa", criticou o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), pelo Facebook.

Mais cedo, Wyllys, que foi trabalhar hoje com um terno xadrez, lembrou que Cristiane Brasil é filha do ex-deputado Roberto Jefferson, condenado na Ação Penal 470, o chamado mensalão, e declarou que "a ação é mais uma tentativa de se dedicar ao que não importa (em vez de se dedicar ao que importa, por exemplo, ao afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara)".