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Psicóloga da “cura gay” foi quem assinou laudo contra Patrícia Lélis sem consultá-la

Histórica defensora da 'cura gay', a psicóloga Marisa Lobo chegou a ter o seu registro profissional cassado Conselho Regional de Psicologia do Paraná por misturar suas crenças religiosas com a ciência; Marisa foi quem assinou o laudo entregue à Polícia Civil em 2016 apontando que a jornalista Patrícia Lélis seria “mitomaníaca”, como uma forma de invalidar as acusações de abuso sexual que a jornalista havia feito contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), também defensor notório da “cura gay”

Histórica defensora da 'cura gay', a psicóloga Marisa Lobo chegou a ter o seu registro profissional cassado Conselho Regional de Psicologia do Paraná por misturar suas crenças religiosas com a ciência; Marisa foi quem assinou o laudo entregue à Polícia Civil em 2016 apontando que a jornalista Patrícia Lélis seria “mitomaníaca”, como uma forma de invalidar as acusações de abuso sexual que a jornalista havia feito contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), também defensor notório da “cura gay” (Foto: Charles Nisz)

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Revista Fórum - Marisa Lobo, psicóloga evangélica, voltou a ser notícia essa semana ao se tornar público que ela, junto com outro grupo de psicólogos, entrou com uma ação popular contra uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que culminou na decisão liminar que abre caminho para que homossexuais sejam tratados como doentes.

Ela é uma histórica defensora da “cura gay” e chegou a ter o seu registro profissional cassado Conselho Regional de Psicologia do Paraná por misturar suas crenças religiosas com a ciência.

Após a cassação de seu registro profissional, surfou na onda da fama para passar a atuar como uma “lobista religiosa” e articular todo o seu fundamentalismo com parlamentares no Congresso. Entre encontros com figuras como Marco Feliciano e Silas Malafaia, foi apoiadora ferrenha do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, tecia elogios a Eduardo Cunha e ainda posou ao lado do ministro da Saúde, Ricardo Barros, com seu livro “A ideologia de gênero na educação”. Foi ela também uma das articuladoras da campanha “bela, recatada e do lar” em apoio à primeira-dama Marcela Temer.

Diante de todo esse “exemplar” currículo como psicóloga, eis que surge agora mais uma informação sobre sua atuação “profissional”: foi ela quem assinou o laudo entregue à Polícia Civil em 2016 apontando que a jornalista Patrícia Lélis seria “mitomaníaca”, como uma forma de invalidar as acusações de abuso sexual que a jornalista havia feito contra o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), defensor notório da mesma “cura gay” defendida pela psicóloga.

Na época, a Polícia Civil divulgou o laudo sem revelar o nome da médica responsável e informando que Lélis havia sido consultada duas vezes pela profissional para que se chegasse a essa conclusão. À Fórum, Patrícia Lélis revelou que a psicóloga que assinou o laudo é a própria Marisa Lobo, a da “cura gay”, e que jamais foi consultada por ela.

Mais do que isso, Patrícia revelou que ela foi apresentada à psicóloga pelo próprio pastor que denunciou e que, pouco antes de fazer as acusações, foi procurada por Marisa, que a orientava a não revelar o suposto abuso e que dizia, ainda, que Feliciano “tinha problemas como mulheres” mas que, no caso de Patrícia, havia “se apaixonado”, em uma clara tentativa de encobrir o pastor, seu amigo pessoal.

O laudo foi anexado ao inquérito aberto contra Patrícia Lélis por tentativa de calúnia e extorsão contra Talma Bauer, assessor de Feliciano que teria mantido Patrícia em cárcere privado para que ela não revelasse os abusos. Patrícia, então, abriu um processo contra a psicóloga por conta do laudo e já provou na Justiça que não foi consultada por Marisa, já que sequer há sua assinatura no documento. O processo, bem como o do suposto abuso do pastor, ainda não foi concluído.

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