PT vai entrar com notícia-crime contra Dallagnol por obter provas ilícitas da Suíça

Segundo o partido, um dos objetivos da ação é impedir que Deltan Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato apaguem de seus computadores provas dos crimes cometidos, como e-mails e mensagens trocadas com seus colegas da Suíça e dos EUA

(Foto: Fernando Fraz�o/Ag�ncia Brasil)
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247 - A bancada do PT na Câmara deverá ingressar com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra procuradores da Operação Lava Jato, em função das revelações da Vaza Jato desta sexta-feira, 27, de que Deltan Dallagnol e integrantes da força-tarefa utilizaram sistematicamente contatos informais – e ilegais – com autoridades da Suíça e de Mônaco para obter provas ilícitas com o objetivo de prender alvos considerados prioritários (leia mais no Brasil 247). 

Um dos objetivos das ações judiciais a serem protocoladas na próxima semana é impedir que Dallagnol e outros procuradores apaguem de seus computadores provas dos crimes cometidos, como e-mails e mensagens trocadas com seus colegas da Suíça e dos EUA. 

“São medidas cautelares para impedir que essa organização criminosa que atua em Curitiba destrua provas e manipule testemunhas, e Dallagnol precisa ser afastado do cargo”, destacou o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta.

“Se o então chefe deles, o procurador-geral Rodrigo Janot, anunciou que entrou no STF armado com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes, por conta de investigações de sua filha por denúncia de envolvimento com o Departamento de Justiça dos EUA e empresas beneficiadas pela Lava Jato, como Dallagnol e outros procuradores estariam preocupados em proteger a vida de alguém?”, indagou Pimenta.

A reportagem do UOL/The Intercept, na opinião de Pimenta, confirma que Moro e os procuradores da Lava Jato atuaram no Brasil como “representantes de interesses dos EUA e de petroleiras estrangeiras de olho nas imensas jazidas de petróleo do pré-sal, além de ter um projeto político que levou à eleição de Jair Bolsonaro e à nomeação do ex-juiz ao cargo de ministro da Justiça.

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