Renan já articula comandar a CCJ em 2017

Renan Calheiros (PMDB-AL) já planeja seus próximos passos após deixar a presidência do Senado, em fevereiro do ano que vem; o peemedebista articula comandar a poderosa CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), um cargo que, entre outras coisas o permitiria: ter o poder de sabatinar e opinar sobre a indicação de todos os candidatos a ministros do STF, dos Tribunais Superiores, bem como sobre a escolha e eventual destituição do Procurador-Geral da República; definir se é constitucional - e em caso, contrário, mandar ao arquivo - todas as propostas encaminhadas pelo governo

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária. À mesa, em pronunciamento, presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária. À mesa, em pronunciamento, presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Renan Calheiros (PMDB-AL) já planeja seus próximos passos após deixar a presidência do Senado, em fevereiro do ano que vem. O peemedebista articula comandar a poderosa CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), um cargo que, entre outras coisas o permitiria: ter o poder de sabatinar e opinar sobre a indicação de todos os candidatos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos Tribunais Superiores, bem como sobre a escolha e eventual destituição do Procurador-Geral da República (PGR). Definir se é constitucional - e em caso, contrário, mandar ao arquivo - todas as propostas encaminhadas pelo governo. Além de atribuições tão diversas como recomendar a criação de Estados e medidas de defesa nacional, Estado de sítio e intervenção federal.

As informações são do Valor.

"Entre submergir ou liderar o PMDB, possibilidades antes colocadas, Renan mudou o foco e passou a trabalhar para presidir a comissão em 2017, segundo atestam aliados.

Em vias de concluir seu quarto mandato à frente do Senado, em guerra aberta com o poder Judiciário e alvo de uma denúncia, uma ação penal e 10 inquéritos, Renan terá em mãos um instrumento para fazer política na presidência da CCJ: foi para lá que o Senado reencaminhou, após o embate em plenário no seu último dia de atividades legislativas, o projeto que atualiza a legislação e impõe penas mais duras para os crimes de abuso de autoridade. Renan, autor da proposta, teria o poder para acelerar a tramitação da proposta, vista por magistrados como um ataque à Operação Lava-Jato.

Outro embate que interessa a Renan tem data marcada no colegiado: a sucessão de Rodrigo Janot no comando da PGR, cujo mandato termina em setembro. Caberá à CCJ sabatinar o indicado, que precisa da chancela da comissão e do Senado."

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