Rodrigo Pacheco defende independência do Congresso e manda recado a militares e a Bolsonaro

Em coletiva, presidente do Congresso diz que “não admitirá qualquer atentado à independência” do Congresso e “às prerrogativas de seus parlamentares”, em resposta à nota ameaçadora do Ministério da Defesa e das Forças Armadas à CPI do Senado. Ele também defende as eleições, num recado às recentes ameaças de golpe de Bolsonaro

Rodrigo Pacheco, Bolsonaro e militares
Rodrigo Pacheco, Bolsonaro e militares (Foto: Reprodução | ABr)
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247 - O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-RO), concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (7), no qual defendeu a independência da instituição, em uma resposta direta aos militares, que enviaram uma nota ameaçadora à CPI da Covid no Senado nesta quinta. Ele também mandou recado a Jair Bolsonaro, que vem fazendo frequentes falas que colocam em risco a lisura das eleições de 2022.

"Temos compromissos que são inarredáveis, inafastáveis. O compromisso com a República, com o pluralismo político e da separação entre os Poderes, que signifique o respeito. Entre elas uma separação entre os poderes, que não significa necessariamente desunião”, declarou Pacheco. 

“Quero reafirmar a independência do Congresso, que não admitirá qualquer atentado à sua independência. E às prerrogativas de seus parlamentares: por palavra, opinião e voto”, diz Pacheco. O senador defendeu em seguida a “preservação absoluta do estado democrático de direito e da democracia”.

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O pronunciamento aconteceu dois dias depois de o Ministério da Defesa, juntamente com as Forças Armadas, divulgar uma nota em tom ameaçador contra a CPI da Covid e chamando o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), de “leviano e irresponsável” diante de denúncias de corrupção que envolveriam alguns militares no Ministério da Saúde. Hoje o tom dos militares subiu. Em discurso no Senado no mesmo dia, Aziz cobrou de Pacheco uma reação mais dura em resposta aos militares. O próprio senador Aziz respondeu à nota.

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