Segundo turno da Previdência deve ficar para agosto, admite Maia

Rodrigo Maia explicou que a votação desta quinta começou tarde e isso atrasou a votação, já que vários destaques apresentados pela oposição poderiam alterar significativamente o texto principal, e a construção do acordo para derrubar esses destaques demorou

(Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu nesta sexta-feira, 12, que o segundo turno deve ser votado só em agosto, após o recesso parlamentar.

Declarações ocorreram em meio ao atraso nas votações de destaques (alterações ao texto-base) — estratégia da oposição para adiar o fim do processo na Câmara. 

Até agora, foram analisados 11 destaques. Cinco foram prejudicados por aprovação anterior de texto alternativo, e três foram rejeitados.

Maia concedeu entrevista coletiva no início da madrugada desta sexta, após encerrar a votação no Plenário. Ele avalia ainda que pode ser arriscado deixar o segundo turno para sábado, já que pode correr o risco de desmobilização dos parlamentares que podem retornar para suas bases eleitorais.

“Terminar tudo agora é melhor, mas como o Senado não vai votar agora, não tem nenhuma gravidade (deixar para o segundo semestre)”, avaliou.

Rodrigo Maia explicou que a votação desta quinta começou tarde e isso atrasou a votação, já que vários destaques apresentados pela oposição poderiam alterar significativamente o texto principal, e a construção do acordo para derrubar esses destaques demorou. Ele também disse que encerrou a votação no início da madrugada porque o quórum já estava baixo e havia risco de derrota em outras propostas que alteravam a reforma.

“Se tivesse organizado e começado às 14h, a gente tinha votado o primeiro turno. Hoje, a gente termina os destaques, encaminha para a comissão especial e vê se consegue a mobilização para votar o segundo turno no sábado, mas é arriscado. Semana que vem também pode ser uma opção”, disse o presidente.

Em relação aos destaques que modificam pontos importantes da reforma, Maia afirmou que as alterações não desidratam o texto. Segundo ele, todos esses trechos foram negociados com a equipe econômica e o impacto é mínimo na economia pretendida.

“Não é uma desidratação: é um acordo que construímos com o secretário Rogério Marinho naquilo que era possível ceder em relação ao todo para não se perder o principal. Não vai perder muita coisa, em alguns destaques teve perda de receita, mas também teve ganho de receita”, explicou Maia. (Com informações da Agência Câmara) 

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