Senado deve tirar da pauta de votação projeto sobre abuso de autoridade

Senadores da base governista e da oposição avaliam que "não há clima" para levar ao plenário da Casa a votação do Projeto de Lei sobre Abuso de Autoridade; sentimento foi ampliado após o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado devido a uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello; "As prioridades são outras. Esta não foi a prioridade da multidão que foi às ruas", disse o senador Álvaro Dias (PV-PR); "Se já não havia clima para isso, ficou mais difícil", observou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE)

Brasília - Senado faz leitura da denúncia contra a presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Senado faz leitura da denúncia contra a presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)
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247 - Senadores da base governista e da oposição avaliam que "não há clima" para levar ao plenário da Casa a votação do Projeto de Lei sobre Abuso de Autoridade. Sentimento, que já era conhecido dos parlamentares antes mesmo das manifestações de rua deste domingo (4), foi ampliado após o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado devido a uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello.

Nesta segunda-feira (5), o senador Álvaro Dias (PV-PR) apresentou um requerimento para retirar o projeto da pauta de votações. A avaliação dos senadores é que a realização da votação nesta terça-feira (6), conforme havia sido determinado por Renan, vai de encontro aos anseios da sociedade, já que as manifestações do domingo tiveram o peemedebista como um dos alvos principiais, além da defesa da Operação Lava Jato.

"O problema do Brasil não é excesso de abuso de autoridade, mas sim abuso da prática da corrupção, do tráfico de influência, da formação de quadrilha. As prioridades são outras. Esta não foi a prioridade da multidão que foi às ruas", disse Álvaro Dias. "Se já não havia clima para isso, ficou mais difícil", observou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

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