Senado vai ao STF contra a Lava Jato e pode isolar Barroso na suprema corte

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se queixou que a operação da Lava Jato, autorizada pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, não tinha a anuência da Procuradoria-Geral da República (PGR), lembra o jornalista Esmael Morais. Barroso é amigo do procurador Deltan Dallagnol, que está “ferido” pelas reportagens da Vaza Jato

Presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), concede entrevista.\r\rFoto: Marcos Brandão/Senado Federal
Presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), concede entrevista.\r\rFoto: Marcos Brandão/Senado Federal (Foto: Marcos Brandão/Senado Federal)

Por Esmael Morais, em seu blog – Em Brasília, o k-suco vai ferver mais ainda. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a intimidação da Casa.

Alcolumbre se referiu à ação da Polícia Federal, nesta quinta-feira (19), no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo.

O presidente do Senado se queixou que a operação da Lava Jato, autorizada pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, não tinha a anuência da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Barroso é amigo do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa em Curitiba, que está “ferido” pelas reportagens da Vaza Jato.

Davi Alcolumbre vê a operação da PF como ‘grave’ e ‘drástica interferência’ porque os motivos alegados na decisão judicial estariam entre os anos 2012 e 2014, portanto não se justificando a busca e a apreensão ocorrida hoje no Senado. Ou seja, pelo lapso temporal, teria dado tempo de Bezerra Coelho ocultar supostas provas mais de um milhão de vezes.

“A determinação da busca e apreensão tem, ainda, o potencial de atingir o Poder Executivo, na medida em que também foi realizada no gabinete parlamentar destinado ao Líder do Governo Federal no Senado”, diz uma nota divulgada pelo presidente do Senado.

O senador Bezerra, por sua vez, disse que foi vítima de perseguição política do ministro Sérgio Moro. Segundo o líder do governo, sua posição em defesa de garantias fundamentais incomoda o ex-juiz da Lava Jato.

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