Senadores da Lava Toga ameaçam retaliação se CPI não for instalada

Um grupo com cerca de 20 parlamentares pró-instalação da CPI da Lava Toca no Senado ameaça, reservadamente, impor dificuldades na Casa à votação da reforma da Previdência e às sabatinas de Augusto Aras, escolhido para assumir a PGR, e do Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), virtual indicado do Planalto para a embaixada do Brasil em Washington (EUA)

Plenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

247 - Um grupo com cerca de 20 parlamentares pró-instalação da CPI da Lava Toca no Senado comissão ameaça, reservadamente, impor dificuldades na Casa à votação da reforma da Previdência e às sabatinas de Augusto Aras, escolhido para assumir a Procuradoria-Geral da República, e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), virtual indicado do Planalto para a embaixada do Brasil em Washington (EUA). A tensão aumentou ainda mais após o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ter se recusado a assinar o requerimento pela CPI.

Segundo informações da Coluna do Estadão, parlamentares também queremboicotar outras pautas de interesse do governo Jair Bolsonaro até que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), instale a CPI da Lava Toga.

O governo escalou Flávio Bolsonaro para desarticular a CPI. O filho de Bolsonaro  passou a entrar na mira do Judiciário após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações milionárias e atípicas de R$ 7 milhões de 2014 a 2017 por parte de Fabrício Queiroz, assessor o atual senador quando o parlamentar era depuado estadual no Rio. 

Queiroz liderava um esquema de lavagem de dinheiro. Recentemente, o presidente do STF, Dias Toffoli, suspendeu as invetigações contra o filho de Bolsonaro ao proibir o compartilhamento de dados pelo Coaf sem prévia autorização judicial. 

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