Senadores querem mudanças na Lei do Gás após apagão no Amapá

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cobrou soluções do governo para o Amapá, estado que está com a maior parte de seu território sem energia por causa de uma explosão no linhão de Tucuruí. O parlamentar apoiou mudanças na Nova Lei de Gás, que espera aprovação no Senado

Senador Davi Alcolumbre e um incêndio atingindo subestação de energia no Amapá
Senador Davi Alcolumbre e um incêndio atingindo subestação de energia no Amapá (Foto: Reprodução)
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247 - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cobrou soluções do governo para Amapá, estado que está há 60 horas com 95% de seu território sem energia por causa de uma explosão no linhão de Tucuruí, em que transformadores foram atingidos por raios. 

O parlamentar apoiou mudanças na Nova Lei de Gás, que espera aprovação no Senado.

A relatoria do texto ficará com o senador Eduardo Braga (MDB-AM). A matéria já aprovada na Câmara. 

O emedebista defende mudanças sobre a abertura do mercado de térmicas a gás inflexíveis (que geram energia de forma intermitente). 

O Ministério de Minas e Energia teria pedido geradores a óleo de Manaus para normalizar a situação no Amapá.

Leia abaixo a reportagem divulgada pela Reuters:

O governo estima que a carga de energia no Amapá deverá estar 100% restabelecida em até dez dias, disse nesta sexta-feira o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ao explicar esforços para diminuir as consequências de um blecaute no Estado da Região Norte iniciado na noite de terça-feira.

Depois do apagão, causado por incêndio em uma subestação que atingiu transformadores de energia, o Amapá está operando com cerca de 15% da carga, mas operações em andamento devem permitir uma recuperação de até 70% ainda nesta sexta-feira, acrescentou o ministro.

“Em até 10 dias, pretendemos restabelecer 100% da energia no Amapá”, disse Albuquerque, que comentou a situação ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é da região.

As projeções são mais otimistas do que na véspera, quando o ministro disse que um retorno à normalidade poderia levar cerca de 30 dias.

O restabelecimento do fornecimento é demorado e complexo porque envolve o transporte de transformadores com peso de até 100 toneladas e para regiões isoladas, disse Alcolumbre.

“Foi uma fatalidade, um incidente natural. Lógico que em algum momento as autoridades vão averiguar, investigar os responsáveis, e com certeza serão punidos lá na frente. Mas foi uma fatalidade e agora estamos buscando uma solução para o problema”, afirmou.

O incêndio, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), foi registrado na subestação Macapá, operada pela concessionária Linhas do Macapá, da Gemini Energia, controlada pela Starboard Partners. O empreendimento pertenceu antes à espanhola Isolux.

Procurada, a Linhas do Macapá disse em nota que “o fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e as causas estão sendo investigadas” em conjunto com autoridades.

O ministro Albuquerque explicou que a retomada parcial da carga ainda nesta sexta-feira será possível após reparos em um dos transformadores impactados pelo incidente.

“É complexo, o equipamento já foi reparado na sua parte física e agora está havendo a filtragem do óleo do equipamento. Para se ter noção do volume, são 45 mil litros de óleo e tem que se ter certeza de que ele está em condições de operação”, disse.

“Acreditamos que até o final do dia tenhamos esse transformador em operação novamente.”

Em paralelo, o governo está movimentando geradores de energia termelétricos para o Estado, para atender o restante da demanda, explicou.

Também há esforços para levar mais dois transformadores ao Amapá em um prazo de 15 a 20 dias, o que permitiria retomar a normalidade do fornecimento de energia e ainda voltar a ter um equipamento reserva na subestação, ainda segundo o ministro.

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