Servidores faturaram R$ 200 mil com propina para liberar ônibus

Os dois servidores da Secretaria de Mobilidade presos em operação da Polícia Civil e MPDFT receberam, cada um, propina de R$ 100 mi em apenas um ano, para liberar ônibus sem fiscalização, de acordo com as investigações; quem estava regular também pagava para os fiscais aumentarem a fiscalização contra os concorrentes irregulares; os fiscais cobravam de R$ 25 a R$ 35 por ônibus para não lacrar os veículos das cooperativas

Os dois servidores da Secretaria de Mobilidade presos em operação da Polícia Civil e MPDFT receberam, cada um, propina de R$ 100 mi em apenas um ano, para liberar ônibus sem fiscalização, de acordo com as investigações; quem estava regular também pagava para os fiscais aumentarem a fiscalização contra os concorrentes irregulares; os fiscais cobravam de R$ 25 a R$ 35 por ônibus para não lacrar os veículos das cooperativas
Os dois servidores da Secretaria de Mobilidade presos em operação da Polícia Civil e MPDFT receberam, cada um, propina de R$ 100 mi em apenas um ano, para liberar ônibus sem fiscalização, de acordo com as investigações; quem estava regular também pagava para os fiscais aumentarem a fiscalização contra os concorrentes irregulares; os fiscais cobravam de R$ 25 a R$ 35 por ônibus para não lacrar os veículos das cooperativas (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - Os dois servidores da Secretaria de Mobilidade presos nesta quinta-feira (5) em operação da Polícia Civil e Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), receberam, cada um, propina de R$ 100 mi em apenas um ano, para liberar ônibus sem fiscalização, de acordo com as investigações. Quem estava regular também pagava para os fiscais aumentarem a fiscalização contra os concorrentes irregulares.

Dois grupos independentes faziam a cobrança da propina em duas fases. A primeira, para conseguir o selo de vistoria. A segunda, alvo da ação desta quinta, ocorria nos terminais. Os fiscais cobravam de R$ 25 a R$ 35 por ônibus para não lacrar os veículos das cooperativas.

“Os cooperados falaram que não aguentavam mais pagar tanta propina. Eles chegavam a barganhar para diminuir as taxas cobradas pelos auditores”, disse o promotor Fábio Nascimento. Duas cooperativas foram citadas nas investigações: Cootarde e Coopatag.

A polícia também acredita que façam parte do esquema servidores de outros terminais. As principais irregularidades dos coletivos eram falhas nos tacógrafos e problemas em elevadores para deficientes. 

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