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Brasília

Sob críticas, deputados aprovam relatório final da CPI da Petrobras

Foram 17 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção; o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), defendeu o relatório citando as dificuldades encontrada na condução das investigações:“Durante as investigações pessoas ficaram caladas, a CPI que não teve acesso às delações premiadas e que foram vazadas na mídia”, disse; texto isenta o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e os ex-presidentes da empresa José Sérgio Gabrielli e Graça Foster; sugere indiciamento de ao menos 70 pessoas, sem incluir políticos, como os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque, além dos ex-gerentes Pedro Barusco e Venina Velosa

Foram 17 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção; o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), defendeu o relatório citando as dificuldades encontrada na condução das investigações:“Durante as investigações pessoas ficaram caladas, a CPI que não teve acesso às delações premiadas e que foram vazadas na mídia”, disse; texto isenta o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e os ex-presidentes da empresa José Sérgio Gabrielli e Graça Foster; sugere indiciamento de ao menos 70 pessoas, sem incluir políticos, como os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque, além dos ex-gerentes Pedro Barusco e Venina Velosa (Foto: Roberta Namour)
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Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Os deputados aprovaram na madrugada desta quinta-feira (22) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Foram 17 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção. O documento foi criticado por deputados da comissão por não ter avançado e solicitado o indiciamento de parlamentares envolvidos no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. O relatório lista sugestões de indiciamentos apresentadas pelos quatro sub-relatores do colegiado.

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O relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), rebateu as críticas e defendeu o relatório citando as dificuldades encontrada na condução das investigações. “Durante as investigações pessoas ficaram caladas, a CPI que não teve acesso às delações premiadas e que foram vazadas na mídia”, disse. “Trabalhei [dentro de limites] em um relatório dentro de uma ótica propositiva”, acrescentou.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a CPI não quis cortar na própria carne ao não incluir os nomes de políticos investigados. “Colocaram que não temos pernas para acompanhar as investigações da Lava Jato e que não poderíamos ser cobrados por isso. A CPI poderia ter andando mais rápido com os políticos, porque, aqui, os que estão sendo processados têm foro privilegiado, e tínhamos a prerrogativa de convocar deputados, senadores, ministros e ir adiante, e nós não fizemos”, disse.

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O texto aprovado descarta ter havido “corrupção institucionalizada” na Petrobras. O relator diz ainda que a empresa foi vítima de um cartel de empresas, além de criticar alguns pontos da investigação da Operação Lava Jato, principalmente na parte que cita ter havido pagamento de propina disfarçado de doações oficiais a partidos políticos.

Entre outros pontos, o relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) isentou de responsabilidade em irregularidades na Petrobras o ex-presidente Lula, a então presidenta do Conselho de Administração da empresa, ministra Dilma Rousseff, e José Sérgio Gabrielli e Graça Foster, ex-presidentes da Petrobras.

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"Por fim, é importante ressaltar um fato tem passado despercebido da população: não há menção dos delatores sobre o envolvimento dos ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Graça Foster ou de ex-conselheiros da estatal, como a presidente Dilma Rousseff. Também não há nos autos da CPI qualquer evidência neste sentido, seja em relação à presidente Dilma ou do ex-presidente Lula."

O relatório pede ainda a revogação do Decreto nº 2.745/98, que regulamenta o Processo Licitatório Simplificado da Petrobras. Segundo o relator, o decreto permite procedimento simplificado de escolha de empresas contratadas pela Petrobras e é uma das causas das irregularidades detectadas na empresa.

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