Sob pressão, Moro depõe e se diz vítima de sensacionalismo

Acusado de fraudar o processo eleitoral de 2018, ao forjar uma acusação contra o ex-presidente Lula, o ministro Sergio Moro depõe agora no Senado e se diz vítima de 'sensacionalismo' por causa da série de reportagens divulgadas pelo site Intercept Brasil em que ele interfere no trabalho de procuradores no âmbito da Lava Jato. Segundo Moro, um "grupo criminoso" acessou a troca de mensagens dele com procuradores e cometeu uma "baixeza" para "minar os esforços anticorrupção". "Não tenho nenhum receio sobre o que tem dentro do aparelho. O grupo criminoso tem método de clonar aparelhos", disse; assista ao vídeo

(Foto: Marcelo Camargo - ABR)

247 - Acusado de fraudar o processo eleitoral de 2018, ao forjar uma acusação contra o ex-presidente Lula, o ministro da Justiça Sergio Moro depõe agora no Senado e se diz vítima de 'sensacionalismo' por causa da série de reportagens divulgadas pelo site Intercept Brasil em que ele interfere no trabalho de procuradores no âmbito da Lava Jato.

O ministro disse que não usa Telegram desde 2017 e afirmou que um hacker criou uma conta em seu nome. Segundo Moro, um "grupo criminoso" acessou a troca de mensagens dele com procuradores e cometeu uma "baixeza" para "minar os esforços anticorrupção". "Fiquei surpreendido pelo nível de vilania", complementou.

O titular da pasta criticou o que chamou de "sensacionalismo exarcebado" e também se queixou do site Intercept Brasil, que divulgou a troca de mensagens dele com procuradores. "O veículo não me consultou, violando uma regra básica do jornalismo", disse. 

"Não tenho nenhum receio sobre o que tem dentro do aparelho. O grupo criminoso tem método de clonar aparelhos", disse. "Este é um ataque a instituições", acrescentou.

Moro também afirmou que a Polícia Federal realiza investigações com "autonomia". A corporação é subordinada ao Ministério da Justiça. 

"Não é incomum juiz conversar com policiais, advogados, procuradores sobre diligências que vão ser requeridas ou cumpridas. Isso é absolutamente normal, corriqueiro na tradição jurídica brasileira", disse. "Posso assegurar embora não tenha mais as mensagens arquivadas, é que sempre agi conforme  a lei".

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