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STF marca julgamento de mais uma leva de réus do 8 de janeiro

Serão julgados oito réus acusados de participarem da destruição do Palácio do Planalto

STF marca julgamento de mais uma leva de réus do 8 de janeiro (Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)

247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para 13 de outubro a análise de mais um conjunto de processos criminais relacionados aos eventos ocorridos em 8 de janeiro. Serão submetidos a julgamento um total de oito processos, os quais foram instaurados com base em denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, informa o g1. Os réus enfrentam acusações que envolvem cinco tipos de crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Serão analisados os casos de:

  1. Raquel de Souza Lopes, residente em Joinville (SC), é acusada pela PGR de envolvimento na depredação do Palácio do Planalto. A defesa solicitou sua absolvição, argumentando que ela apenas entrou no Palácio, o que não prova sua participação em crimes. A defesa nega qualquer envolvimento em atos de vandalismo ou violência.
  2. Felipe Feres Nassau, de Brasília (DF), é também acusado de fazer parte do grupo que invadiu a sede do Poder Executivo. A defesa alega que a denúncia da PGR é vaga e que questões apresentadas por eles não foram consideradas ao longo do processo.
  3. Cibele da Piedade Ribeiro da Costa Mateos, de São Paulo (SP), é acusada pela PGR de participar de atos de vandalismo no Palácio do Planalto. Sua defesa argumenta que não existem provas suficientes para sustentar as acusações.
  4. Charles Rodrigues dos Santos, de Serra (ES), é apontado pela PGR como alguém que invadiu o Palácio e causou danos ao edifício. Em seu depoimento, ele negou qualquer envolvimento em crimes, alegando que entrou no prédio apenas para buscar abrigo.
  5. Orlando Ribeiro Júnior, de Londrina (PR), é acusado de participar dos atos de destruição no Palácio do Planalto. Sua defesa argumenta que ele foi empurrado para dentro do prédio com o objetivo de se proteger das bombas de gás, negando qualquer envolvimento em crimes.
  6. Gilberto Ackermann, de Balneário Camboriu (SC), também é acusado de envolvimento na destruição do Palácio do Planalto, conforme a denúncia da PGR. Sua defesa negou todas as acusações, afirmando que ele entrou no edifício em busca de abrigo contra as bombas de gás.
  7. Fernando Placido Feitosa, de São Paulo (SP), foi preso em flagrante pela PM do Distrito Federal sob a acusação de participar da destruição do Palácio do Planalto, de acordo com a PGR.
  8. Fernando Kevin da Silva de Oliveira Marinho, de Nova Iguaçu (RJ), é apontado pela PGR como membro do grupo envolvido na depredação da sede do Poder Executivo. Sua defesa sustenta sua inocência e solicita a rejeição das acusações.