Supremo autoriza volta de mulher a casa de desembargador suspeito de trabalho análogo à escravidão
A mulher foi encontrada pela PF na residência do magistrado, no bairro Itacorubi, em Florianópolis
247 - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizaram a volta de uma mulher de 50 anos à casa de um desembargador de Santa Catarina investigado por supostamente mantê-la em trabalho análogo à escravidão. A mulher foi encontrada pela Polícia Federal na residência do magistrado, no bairro Itacorubi, em Florianópolis (SC).
As investigações apontaram que ela vivia em um quarto com mofo nos fundos da casa e teria feito trabalho doméstico por duas décadas. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a família de Borba afirmou que não dará entrevista ou fará comentários em respeito ao segredo de Justiça em que o processo é analisado.
O ministro do STJ Mauro Campbell Marques aceitou os pedidos da família Borba e, em decisão de 18 de agosto, afirmou que o relatório do Ministério Público Federal (MPF) não indicava risco de uma eventual prática de trabalho análogo à escravidão voltar a ocorrer no caso.
