Alice Portugal quer que governo explique participação de funcionário da Embratur no vídeo de apoio ao ato do dia 15

A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) protocolou na Câmara requerimento de informação ao ministro de Estado do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, solicitando esclarecimentos sobre a participação do funcionário na divulgação de vídeo convocando manifestação contra o Congresso Nacional

Alice Portugal: EUA usam desculpa infame para intervir na Venezuela
Alice Portugal: EUA usam desculpa infame para intervir na Venezuela (Foto: Divulgação)
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247 - A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) protocolou na Câmara requerimento de informação ao ministro de Estado do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, solicitando esclarecimentos sobre a participação de funcionário comissionado da Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo, ligado ao Ministério do Turismo  - na divulgação de vídeo convocando manifestação contra o Congresso Nacional e o STF para o dia 15 de março. 

O vídeo foi enviado pelo presidente Jair Bolsonaro do próprio celular, pelo WhatsApp. A narração foi feita pelo coordenador-geral de publicidade e propaganda da Embratur, Silvio Santos Nascimento, que foi nomeado para o cargo na gestão de Bolsonaro. 

Na visão da parlametar, o fato de a locução ter sido gravada por alguém que ocupa cargo comissionado no governo federal é mais uma evidência do envolvimento do presidente na convocação das manifestações. 

“Isso revela também que um servidor público comissionado, que ocupa o cargo de coordenador-geral de Publicidade e Propaganda da Embratur, está atuando como agente político, em completo desacordo com a natureza de seu cargo. O ministro precisa esclarecer quais providências legais serão tomadas diante da constatação de que um servidor foi o responsável pela locução de um vídeo contendo ataques às instituições democráticas e qual punição prevista para exemplos como este de evidente desvio de função”, explica a deputada, ressaltando que a convocação de atos em defesa do fechamento do Congresso e STF por parte de um presidente e servidores do governo atentam contra a Constituição Federal e contra a democracia brasileira. 

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