Arrendamentos podem aumentar em 10 vezes o volume de carga no Itaqui

Há 12 áreas no porto maranhense passíveis de arrendamento e o processo tramita na Secretaria de Portos, mas licitações ainda não têm data marcada; a meta é sair dos atuais 15 milhões de toneladas do volume de cargas até 2030, para 150 milhões de toneladas; a Emap desenvolveu os estudos técnicos para construção e exploração de dois novos berços e terminais estratégicos: um para celulose e carga geral e outro para fertilizantes

Há 12 áreas no porto maranhense passíveis de arrendamento e o processo tramita na Secretaria de Portos, mas licitações ainda não têm data marcada; a meta é sair dos atuais 15 milhões de toneladas do volume de cargas até 2030, para 150 milhões de toneladas; a Emap desenvolveu os estudos técnicos para construção e exploração de dois novos berços e terminais estratégicos: um para celulose e carga geral e outro para fertilizantes
Há 12 áreas no porto maranhense passíveis de arrendamento e o processo tramita na Secretaria de Portos, mas licitações ainda não têm data marcada; a meta é sair dos atuais 15 milhões de toneladas do volume de cargas até 2030, para 150 milhões de toneladas; a Emap desenvolveu os estudos técnicos para construção e exploração de dois novos berços e terminais estratégicos: um para celulose e carga geral e outro para fertilizantes (Foto: Itevaldo Junior)

Maranhão 247 - A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) planeja uma reformulação na infraestrutura do Porto do Itaqui. A meta é multiplicar em 10 vezes o volume de cargas até 2030, saindo de atuais 15 milhões de toneladas para 150 milhões de toneladas.
A mudança será possível com a licitação das 12 áreas – sem data prevista - no terceiro bloco de arrendamentos do Governo Federal.
Segundo a direção da Emap alguns empreendimentos estão prestes a entrar em operação, como o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), com capacidade para até 10 milhões de toneladas por ano. Outros ainda sairão do papel e dependem da velocidade do pacote federal de arrendamentos portuários, cuja primeira etapa ainda está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU).
Antes da reforma no setor, a Emap desenvolveu os estudos técnicos para construção e exploração de dois novos berços e terminais estratégicos: um para celulose e carga geral e outro para fertilizantes. Mas a reforma portuária centralizou o planejamento e as licitações em Brasília (DF).
A expectativa, agora, é que os dois novos empreendimentos constem do pacote de licitações do Governo Federal para o porto.
"Nossa interligação com a SEP [Secretaria de Portos] e com a Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários] é direta", declarou Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap, ao jornal Valor Econômico.
De acordo com o presidente da Emap, a SEP informou que as duas demandas foram detectadas e estão sendo consideradas nos estudos do governo. Mas que o processo está numa fase preliminar.
Pelo planejamento da Emap, o futuro berço nº 98 mais o terminal serão dedicados ao escoamento de fertilizantes, com capacidade para 5 milhões de toneladas por ano. O investimento é de R$ 700 milhões.
"Estamos crescendo de 30% a 40% em fertilizantes por ano. O estudo que está na SEP não é só para fazer o terminal, mas toda a área de estocagem e manuseio, similar ao consórcio feito pelo Tegram", disse Fossati.
O berço nº 99 e o terminal serão especializados em celulose, para 1,5 milhão de toneladas por ano. Estão orçados em R$ 640 milhões. A estrutura dedicada à celulose é estratégica especialmente devido à nova fábrica da Suzano, em Imperatriz (MA), distante 600 quilômetros do porto, e cuja previsão de movimentação é de 1,5 milhão de toneladas por ano, explica o executivo. O primeiro embarque teste foi feito em fevereiro em uma instalação temporária.
"Essa nova infraestrutura será suficiente para movimentar dez vezes mais o que fazemos hoje, porque temos feito melhorias e a produtividade será maior", diz Fossati. Neste ano, o porto deve encerrar com 17 milhões de toneladas, alta de 11% sobre 2013.
Outro investimento no radar da Emap é um terminal especializado para escoar contêineres, carga que deve dobrar de volume neste ano, chegando a 20 mil unidades.

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