‘Bolsonaro facilita acesso a armas que matam e atrasa as armas para salvar vidas, as vacinas’, cobra Wellington Dias

Governador do Piauí (PT), que também preside o Consórcio Nordeste, afirma que, no ritmo atual, a projeção de vacinação do ministro Pazuello não vai se concretizar. “Nos aproximamos de 30 dias de vacinação com perspectiva de alcançar apenas 3% da população”, alerta

(Foto: Reprodução/Instagram)
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247 - O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), informou nesta segunda-feira (15) ter cobrado os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, para atuar no diálogo com Jair Bolsonaro a fim de que ele sancione com agilidade o projeto que converte em lei a Medida Provisória 1003/2020, que garante condições de validação pela Anvisa de autorização para uso de vacinas já aprovadas por outras agências reguladoras, vacinas já em uso em outros países, garantindo opção de acelerar vacinação no Brasil.

“Nos aproximamos de 30 dias do início da vacinação com perspectiva de alcançar apenas 3% da população brasileira vacinada. Neste ritmo, o plano do governo de vacinar até junho 50% da população não vai se concretizar. Seguindo nesta lentidão o Brasil deve chegar a cerca de 20% da população vacinada”, alertou Dias. O prazo foi apresentado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante depoimento no Senado.

O governador lembrou ainda que, na última quinta-feira (11) o governo, sem qualquer debate com a sociedade, autorizou, com uma simples “certidão de habitualidade”, o uso de até 6 armas e para alguns casos até 15 armas para cidadãos brasileiros sem autorização do Exército. “Para facilitar e desburocratizar“, justificou Bolsonaro. 

“Neste decreto, [o presidente] trata de armas, armas que matam. E vacina, arma para salvar vidas, após apoio científico, debate na Câmara e no Senado, demora para sancionar, anuncia que deve vetar mecanismo de validação do uso no Brasil de vacinas já aprovadas e em uso em outros países do mundo, salvando vidas”, comparou Wellington Dias.

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